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O que fazer no Rio: conheça Santa Teresa

por Ursulla Lodi
O que fazer no Rio: conheça Santa Teresa

Nada melhor do que dicas vindas de locais, somos duas viajantes cariocas e adoramos compartilhar sobre a nossa casa, o Rio de Janeiro, o que fazemos também no nosso rolé de bike no AirBnB Experiences do Arpoador até a Praça Mauá. E se tem um cantinho delícia que amamos é Santa Teresa!

⭐ Ficou interessado em pedalar com a gente e conhecer mais do Rio? Veja qual o esquema: Rio de bike

Santa Teresa: um Rio diferente

Rio de Janeiro não é só praia. Se você está vindo para cá não pode deixar de conhecer Santa, sobretudo por ter uma atmosfera encantadora, com ares bem diferentes do resto da cidade. Existem muitos roteiros turísticos bem gringos, como blogs de viagens que escrevem sobre o bairro, mas acabam caindo no clichê, restringindo-se à colorida Escadaria Selarón – que na verdade fica na Lapa e é um dos muitos acessos para Santa (falamos mais sobre ela no nosso post da Lapa) – depois dando uma voltinha pelo Largo dos Guimarães. Não que o clichê não tenha o seu valor, mas procuramos  por aqui dar as dicas do que curtimos fazer no Rio além deles.

Recomendo reservar ao menos um dia para explorar Santa Teresa, pois tem muita coisa interessante para ver. Mas já fica a dica de que o mais legal é flanar por suas ladeiras e ruas estreitas com jeito bucólico, seguindo o trilho do bondinho e fazendo muitas paradas gastronômicas, já que o bairro é um ótimo lugar para comer bem. E quando sentir o chamado, entrar em ateliês e cantinhos únicos, já que Santa tem uma pegada de resistência artística e contra-cultura bem forte, o que adoro.

💡Se está com pouco tempo dá para condensar uma visita Lapa-Santa: comece pela Escadaria Selarón, siga para Santa e volte para uma programação noturna na Lapa, vendo seu agito.

⭐ Veja o post da Lapa depois com calma! (em breve)

⭐ Precisa de dicas básicas pra planejar vinda ao Rio? Veja mais aqui: Guia do Rio de Janeiro: dicas para turistas de primeira viagem

Um pouco mais sobre Santa e a história do bairro

A história do início de Santa Teresa relaciona-se com a fundação do Convento de Santa Teresa de Jesus em 1750, da ordem das freiras teresianas e carmelitas descalças, que ainda funciona por aqui, batizando o tradicional bloco de carnaval do bairro, o Carmelitas.

Chamado inicialmente de Santa Teresinha, foi uma das primeiras expansões da cidade para fora do núcleo inicial do povoamento português, abrigando, em sua calmaria e isolamento, a elite, que construiu casarões e mansões em estilo francês ao longo dos séculos que se sucederam. Primeiro, foi ocupado por famílias de posses que construíram castelos e  deram nomes aos seus Largos, depois pela população de classe média alta, fugindo das epidemias que se alastraram na zona baixa da cidade, como também por muitos imigrantes que aqui fizeram morada. A estética arquitetônica mais marcante é a do século XIX, tendo também algumas construções e sobrados em estilo próprio dos anos de 1940.

Por volta de 1850, o bairro foi intensivamente ocupado pela população que buscava refúgio da Febre Amarela. Em 1872, devido à este novo povoamento, foi conectado pelo bonde, hoje seu símbolo. Localizado entre a Zona Sul e a Zona Norte, no meio da Zona Central da cidade, faz divisa com os bairros das Laranjeiras, Alto da Boa Vista, Cosme Velho, Largo do Machado, Catete, Glória, Lapa, Catumbi, Rio Comprido e Cidade Nova, tendo inúmeros caminhos de acesso.

Com o tempo, Santa Teresa perdeu seu status de bairro nobre assim como os bairros históricos, mas tornou-se, ao longo dos anos, um bairro de interesse cultural e turístico – carregando atualmente o rótulo de alternativo e intelectual, por reunir muita gente que compactua com sua identidade artística e curte seu clima de montanha. Santa é um microcosmos isolado, mas ao mesmo tempo, no coração da cidade, sendo o único local da cidade que manteve os antigos bondinhos. <3

A qualidade de vida só é comprometida pela violência urbana. Temos muitos amigos que moram em Santa, temos muitos amigos que já foram assaltados em Santa. Nada de novo em uma cidade maravilhosa, mas tão desigual em que se combate violência com mais violência e marginalização da pobreza.

O que fazer em Santa:

Largo dos Guimarães

O Largo dos Guimarães, que fica na Rua Almirante Alexandrino, é o ponto central dos encontros no bairro e uma das paradas do bonde. Aqui fica o Mercado das Pulgas, o cinema, a delegacia, muitos restaurantes incluindo o Café do Alto, a Pizzaria Tribas, o Bar do Mineiro e o melhor pão de queijo da cidade, do Cultivar, entre outros que recomendamos nas dicas de restaurantes do final do post.

💡Se for de Uber ou moto-taxi recomendo que comece pelo largo.

Ver muitas vistas maravilhosas do Rio: não deixe de ir no Parque das Ruínas

Santa Teresa é famosa por suas vistas privilegiadas, com muitos ângulos diferentes da cidade. Do alto podemos ver a Zona Sul, a Zona Norte e o Centro, já que, como falei acima, sua colina encontra-se na divisa destas regiões. Uma das vistas mais belas é a do topo do Parque das Ruínas: suba a escada caracol para ver um belo pôr-do-sol com o Pão de Açúcar e a Baía de Guanabara de cenário.

É legal saber que o casarão onde morou Laurinda dos Santos Lobo,  foi um lugar de muitos encontros da geração do modernismo, restaurado em 1993, depois de décadas de abandono. Para além da vista de cartão postal,  abriga atualmente um café e exposições de arte, sendo palco de muitos eventos culturais nos fins de semana.

💡 A entrada é gratuita. 

Endereço: Rua Murtinho Nobre, 169. Horário de funcionamento: terça a domingo, das 8h às 18h. 

Parque das Ruínas

Museu Chácara do Céu

Ao lado do Parque das Ruínas fica o Museu Chácara do Céu: a antiga casa do empresário Raymundo Ottoni de Castro Maya, redesenhada em estética modernista, abriga sua coleção particular de arte, um belo jardim e mais uma vista 360º do Centro da Cidade. O acervo tem nomes de peso como Guignard, Di Cavalcanti, Portinari, Antonio Bandeira, Debret, Matisse e Miró e a entrada é bem barata. Sem dúvidas vale a visita.

💡 Nas quartas-feiras a entrada é gratuita.  Nos outros dias custa xxx.

Endereço: Rua Murtinho Nobre, 93. Horário de funcionamento: todos os dias menos terças-feiras, das 12h às17h. 

Largo do Curvelo

Outra parada tradicional do bonde, com um belo mirante. Se estiver circulando pelo bairro é bem provável que passe por aqui, onde existem grafites bem bonitos.

Outras possibilidades:

Fazer uma aula de circo no Artric

Atrás de algo bem diferente? Que tal se pendurar em tecidos, liras e trapézios e voar no Studio Artric com a Patrícia e o Guilherme?! Trata-se de um estúdio de circo que fica dentro do Mercado das Pulgas, no Largo dos Guimarães, com carinha de segunda família para a gente. Por causa do Artric e da rotina de ir várias vezes na semana para Santa que nos apaixonamos pelo bairro.

💡 Confira as aulas no site: studioartric.com

Endereço: Rua Almirante Alexandrino, 501

Aulas de circo no Artric – Já pensou em se pendurar em um casarão antigo de Santa Teresa?

MOVA

Na divisa de Santa com a Glória, fica o MOVA, um espaço de convívio e criação corporal que propõe investigações no campo das artes, terapia e relações humanas. Muitas vezes recebe eventos noturnos entre vivências e forró.

💡Confira mais no site: espacomova.com

Endereço: Rua Hermenegildo de Barros, 73

Santa Teresa de Portas Abertas

Santa é comparada por aí como a Montmartre Carioca. Um título meio breguinha, mas com um fundo de verdade.  O bairro é casa de muitos artistas, que escolheram seus casarões e sobrados do século XIX para ter inspiração e criar. Por aqui funcionam dezenas de ateliês e estúdios que abrem suas portas para visitação no final de semana do Santa Teresa de Portas Abertas, um evento anual que está na sua 29ª edição. Confira a programação deste ano no link, mas prepare-se já que o bairro fica super movimentado, para não dizer lotado, já que mais de 30 mil pessoas são esperadas.

Se não deu a sorte de coincidir a viagem com o Santa Teresa de Portas Abertas, saiba que muitos ateliês estão abertos à visitação regularmente.

Carnaval em Santa

Santa Teresa é um bairro muito famoso pelos blocos de carnaval! Nesta época é cortejo para todo o lado: dos mais tradicionais como o Carmelitas e o Céu na Terra aos super descolados como o Me Enterra na Quarta, Bloco das Tubas e o Acabou o Meu Doce. Sem falar dos cortejos secretos, que para fugir do tumulto criam um carnaval novo todo ano.

⭐ Amamos Carnaval: se está vindo para o Rio nesta época confira este post! 

💡Uma curiosidade, diz a lenda que o bloco Carmelitas foi batizado com este nome, pois uma freira carmelita pulou o muro do convento para cair na folia… Vai saber. 🙂

Onde comer:

Se tem um bairro no Rio que concentra ótimas opções de culinária brasileira é Santa Teresa. Existe até um passeio no AirBnB Experiences que oferece um tour gastronômico por Santa. Por tanto, prepare-se para gastar as calorias que perdeu subindo ladeiras e faça muitas paradas.

Cultivar ($)

Coloquei o Cultivar em primeiro lugar para não passar batido o melhor pão de queijo da cidade. E não é só a minha humilde opinião, mas a fama que corre em muitas bocas. Mesmo que não haja mais fome, guarde um espacinho ou compre para assar depois! O açaí e os produtinhos naturais também são bem interessantes.

Endereço: Rua Paschoal Carlos Magno, 124.

Bar do Mineiro ($$)

Casa tradicional, famosa por ter uma das melhores feijoadas do Rio. O preço é um pouquinho salgado, mas não deixa de seu um programa. Nos fins de semana o Mineiro reúne uma galera descolada na porta, tomando uma cervejinha,  fumando um tabaquinho e outras cositas mais.

Endereço:  Rua Paschoal Carlos Magno, 99.

Bar do Gomes: Armazém São Thiago ($$)

O nome pode ser Armazém São Thiago, mas todo mundo conhece como Bar do Gomes. Aqui que a galera se reúne para tomar uma cerveja na calçada, com grandes chances de começar um cortejo inesperado. O Bar do Gomes é muito famoso pelo seu cardápio de bolinhos (deliciosos!), valendo destaque também para a arquitetura e a decoração antiga autêntica de seu interior.

Endereço: Rua Áurea, 26.

Pizza Tribas ($)

Pizza saudável e bem gostosinha, em fatias ou inteira, com muitas opções veganas. Se for experimente os molhinhos! Ao lado ficam também umas lojinhas bem interessantes para dar uma olhada.

Endereço: Rua Paschoal Carlos Magno, 109.

Café do Alto ($$)

Meu restaurante favorito de Santa Teresa! Seu cardápio nordestino tem muitas opções vegetarianas e boas sobremesas, abrindo para café da manhã e almoço. Se quiser chegar cedo no bairro o buffet de café da manhã deles pode ser uma ótima e farta pedida (R$50).

Endereço: Rua Paschoal Carlos Magno, 143, no Largo dos Guimarães mesmo. 

Explorer Bar ($$)

Hostel e barzinho, com cardápio de drinques interessante e menu internacional. Por aqui acontece direto alguns eventinhos, fiquem atentos!

Endereço: Rua Almirante Alexandrino, 399.

Simplesmente ($$)

Um barzinho agradável com uma pizza gostosinha e cerveja bem gelada, o atendimento é ótimo.

Endereço: Rua Paschoal Carlos Magno, 115.

Espírito Santa ($$$)

Referência em culinária brasileira, regional e natural. Uma ótima opção se está disposto a gastar um pouquinho mais para comer muito bem.

Endereço: Rua Almirante Alexandrino, 264. 

Bar dos Descasados ($$$$)

Restobar com clima romântico e iluminação à luz de velas, em uma bela sacada com som de sax. Nunca fui, mas… Deve valer o preço.

Endereço: Rua Almirante Alexandrino, 660.

Aprazível ($$$$)

Comida artesanal brasileira e cachaçaria em ambiente de casa de campo com jardins e vistas sobre o Rio. Super famoso, mas bem caro.

Endereço: Rua Aprazível, 62.

Raízes do Brasil ($)

Aberto nos finais de semana, trata-se de um espaço de promoção da agroecologia e do movimento dos pequenos agricultores. A comida é deliciosa, para além do café camponês pela manhã, os pratos do dia do almoço tem um preço bem em conta (R$25, em que você mesmo se serve).

Endereço: Rua Áurea, 80

Programação noturna:

Vinil do Mustafá

À venda, um acervo de vinis incrível e variado onde o destaque é a música brasileira. Mas para além da loja, indicamos o happy hour do Vinil do Mustafá que acontece nas quintas-feiras à noite: ambiente agradável, bons drinques e playlist boa, comandada por um  DJ convidado. Se você é estrangeiro e quer conhecer mais de nossa musicalidade aqui, sem dúvidas, é um bom começo.

Endereço: Rua Miguel De Rezende, 661. 

💡Para mais informações: Vinil do Mustafá

Samba Pizza

O Samba que rola na pizzaria Santa Pizza todo domingo no final da tarde e início da noite. Já se tornou quase tradicional entre a galera jovem que frequenta o bairro. A contribuição é consciente, no chapéu.

Endereço: Rua Almirante Alexandrino 1458-F.

Samba dos Guimarães

Dentro do casarão do Mercado das Pulgas, rola normalmente aos sábados. Entrada paga entre R$20-30.

Endereço: Rua Almirante Alexandrino, 501.

💡Para mais informações: Samba dos Guimarães 

Tradicional cerveja em pé no Bar do Gomes ou na frente do Bar do Mineiro

Points do bairro, onde acontecem muitos encontros e desencontros. Não podiam deixar de serem mencionados nesta categoria.

Endereço: Rua Áurea, 26.

Como chegar em Santa – de bondinho ao mototáxi

Metrô da Glória e mototáxi ou van

Para quem está vindo de transporte público, a melhor opção é saltar no metro da Glória e pegar um moto-táxi na frente da Drogaria Pacheco. O transporte alternativo até o Largo dos Guimarães é R$3 e dá uma dose de emoção. Outra opção é esperar também na Rua Benjamin Constant pela van que faz parada ao lado da Drogaria.

Bondinho

Saindo ao lado da estação de metrô da Carioca é o último bonde remanescente na cidade e um símbolo do bairro. No entanto, desde que voltaram a circular, se tornaram um programa turístico, já que é um transporte bem caro (R$25 por pessoa ida-volta). Mas atravessar os Arcos da Lapa num bonde para subir Santa não é algo que se faz todos os dias, avalie com seus bolsos!

💡A referência para achar a estação do Bondinho é o Prédio da Petrobras (Saída B do metrô da Carioca, Avenida Chile). Os carros saem em intervalos de 20 minutos, sendo o último 16:30h.

Ônibus

Normalmente eu subo de moto e desço de ônibus por razões de praticidade. Os micro-ônibus fazem os trajetos Santa – Centro e vice-versa.

💡Linhas: 06, 07 e 14. Pegar na Rua Gomes Freire, na Lapa, para subir ou no Largo dos Guimarães em Santa Teresa, para descer.

Uber e táxi

Muitos motoristas não gostam de subir Santa por causa dos trilhos… Mas se estiver com mais gente definitivamente vale a pena tentar. Por questões de segurança, não arriscaria subir à pé se você não está familiarizado com o local.

Se apaixonou pelo bairro e quer se hospedar aqui? Nossas dicas de onde se hospedar em Santa Teresa!

Santa Teresa  tem um charme particular de vila. Se você quer ficar perto de sua cena gastronômica e artística, curtindo sua autenticidade carioca, é uma ótima opção se hospedar por aqui, mesmo que longe da praia.

Os preços podem ser convidativos, sendo no geral mais barato que na Zona Sul e você está em uma região central da cidade. Algumas opções para todos os tipos de viajante:

MochileirosTerra Brasilis HostelBooks HostelSanta Tere HostelRio Forest Hostel
Custo-benefícioCasa Cool Beans B&B Santa TeresaRio PanoramicGerthrudes Bed & BreakfastMama Shelter
LuxoSanta Teresa Hotel RJ – MGallery By SofitelMama Ruisa Boutique Hotel

⭐ Para mais dicas de hospedagem no Rio veja este post

Olha o Chacal, no Mercado das Pulgas

Não esqueça:

💡Coloque sapatos confortáveis: prepare-se para andar e subir ladeiras, já que Santa Teresa fica no alto de uma pequena colina, bem no meio do Centro do Rio.

💡Segurança: não circule com itens de valor desnecessários. Infelizmente, o bairro queridinho tem números de assaltos bem altos, portanto não seja pego desprevenido. Se estiver de noite, ande atent@ e, de preferência, em companhia de mais gente. Mas se estiver circulando apenas no centrinho  do bairro, nas redondezas do Largo dos Guimarães, que é sempre movimentado, pode ficar tranquil@.

💡 Santa Teresa não tem banco. Saque antes de ir para não ter imprevistos.

Bom giro!

Se conheceu Santa com as nossas dicas deixa um comentário que vamos adorar! <3

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