Home RioDicas culturais Conhecendo o Rio de bike

Conhecendo o Rio de bike

por Ursulla Lodi
Conhecendo o Rio de bike

Eu  <3 pedalar

Nada melhor do que um rolé de bike para conhecer as melhores atrações apreciando a beleza e energia da Cidade Maravilhosa. Basta andar um pouquinho por aí pra perceber que a bicicleta é a cara do Rio, do clima descontraído e relax do carioca.

O Rio de Janeiro está entre as 20 cidades do mundo com maior quilometragem de ciclovias, com cerca de 450km de estruturas cicloviárias. No entanto, apesar de ser considerada bike friendly, nem tudo são flores. Infelizmente, o uso da bicicleta como transporte ainda não foi internalizado por parte da população.

Temos muito o que melhorar: a maior parte das ciclovias fica na região centro sul da cidade e muitas são descontínuas, o que pode atrapalhar o passeio de quem é turista ou não está tão acostumado com as dificuldades de pedalar numa cidade grande.

Mas não se preocupe, montamos alguns roteiros cheios de dicas para você conhecer melhor o Rio de bike, num rolé completo, sem medo de ser feliz. 🙂

Não tenho uma bicicleta, como faço para alugar uma?

Se você tá no rio a passeio e o seu hotel ou hostel não dispõe de aluguel de bicicletas, talvez a opção mais prática e econômica para pedaladas rápidas seja o sistema compartilhado de aluguel das bicicletas do Itaú. Por um custo de R$5 por dia ou R$10 por mês, você pode utilizar livremente as bikes laranjinhas espalhadas pelos postos da cidade e tudo é feito pelo app Bike Rio, bastando seguir as instruções do aplicativo. O único problema é que dependendo do dia e do lugar, a demanda por bikes pode ser muito grande, podendo ter postos com mais bikes do que vagas ou postos vazios, mas basta esperar um pouquinho até que alguém apareça devolvendo ou retirando uma bike. E atenção para respeitar o limite de tempo de 60 minutos entre a retirada e a devolução em algum posto.

Mas existem também opções de aluguel no parque dos Patins na Lagoa e em Copacabana como o Easy Bike que aluga por 2 horas (R$25) ou por 12 horas (R$60), que seriam alternativas legais para passeios mais longos.

Tem sido uma tendência global os anfitriões do Airbnb disponibilizarem suas bikes junto com o aluguel da hospedagem. Então se você curte pedalar, uma dica é incluir este critério na sua busca!

Sugestões de roteiros

Roteiro 1:  Ciclovia da Praia (7km, Copacabana > Arpoador > Ipanema > Leblon > Mirante do Leblon)

Trajeto tranquilo que pode ser feito em aproximadamente 25 minutos, pela ciclovia da praia, apreciando os principais cartões postais da cidade. Vale a pena trancar a bike e parar um pouquinho para ir até as pedras do Arpoador, onde é possível ver o morro dos Dois Irmãos com a Pedra da Gávea ao fundo, se for pôr do sol melhor ainda.  Aproveite e dê uma paradinha para curtir a praia de Ipanema. Pra terminar o passeio, uma água de coco e o visual do Mirante do Leblon, deck de madeira sobre as pedras, no final da praia.

Vale a pena parar no Forte de Copacabana, famoso pelo café da manhã da Confeitaria Colombo, nem que seja para apreciar a vista das praias de Copacabana e do Leme. Próxima à entrada do Forte, no calçadão de Copa, estão as estátuas do Dorival Caymmi e Carlos Drummond de Andrade. Pertinho, no Arpoador, está a Galeria River, lugar pitoresco de artigos esportivos que tem algumas lojas bacaninhas e coisas gostosas para comer. Aos domingos, rola a Feira Hippie de Ipanema, na Praça General Osório, onde podemos fazer grandes achados de artesanato. Também em Ipanema, na Rua Garcia D’ávila tem o restaurante  queridinho dos cariocas para o pós-praia o Delírio Tropical, com menu repleto de saladas e pratos leves. Outra opção interessante pode ser o natural Fontes, também em Ipanema, ou o tradicional Le Coin, no Leblon. Mas guarde um espacinho para o melhor açaí da cidade, o do Bibi Sucos.

Roteiro 2: Voltinha na Lagoa (8km)

A Lagoa Rodrigo de Freitas é um lugar bem família que os cariocas vão para andar de pedalinho, fazer piqueniques, se exercitar ou, simplesmente, ficar ao ar livre. Muitas pessoas alugam bicicletas para dar uma volta ao redor da Lagoa, o que pode ser um passeio super agradável.

Atenção: Nos fins de semana é bem provável que as ciclovias da Lagoa fiquem muito cheias, então, se possível, programe este rolé num dia de semana.

Esse roteiro pode ser combinado com o roteiro 1. Você pode desviar no Leblon na Rua Afrânio de Melo Franco, no Clube de Regatas do Flamengo. Outra opção é por Ipanema, no Jardim de Alah, no Clube Caiçaras, ou em Copa no Corte do Cantagalo, continuando o passeio pela orla.

Uma dica é atravessar na altura do Clube Piraquê para a Rua Saturnino de Brito, chegando no bairro Jardim Botânico, onde podemos visitar o próprio Jardim Botânico e o Parque Lage. O bairro também conta com vários restaurantes legais como a risotteria Risata, o restaurante à quilo Couve Flor, o agradável Do Horto, a pizzaria Mamma Jamma, entre outros. De sobremesa, um sorvete no Mil Frutas. Mas se você quer uma boa carne ou um galetinho, siga pela ciclovia que beira o Parque Jardim Botânico para a Gávea, na Praça Santos Dumont, onde fica o tradicional Braseiro da Gávea. Na praça toda quinta e domingo à noite rola o Baixo Gávea ou BG, onde várias pessoas se reúnem para beber uma cerveja.

Roteiro 3: Rio antigo (18 km, Botafogo Centro, ida e volta)

Pegando a Ciclovia que se inicia na Praia de Botafogo, apreciando a vista do Pão de Açúcar, seguimos em direção ao centro pelo Aterro do Flamengo, ciclovia longa e gostosa de pedalar. Chegando no Centro, vale a parada na Cinelândia, no Theatro Municipal e no Museu Nacional de Belas Artes. Seguindo pela Avenida Rio Branco, até a região do porto, chegamos à praça Mauá, área revitalizada onde ficam o Museu do Amanhã o MAR, Museu de Arte do Rio e os novos grafites do Kobra na parte dos armazéns do Boulevard Olímpico.

Atenção: este passeio é mais recomendado em finais de semana, pois o Aterro pode ficar um pouco deserto em dias de semana. Mas se você quer ir nos museus da Praça Mauá, chegue cedo ou compre ingressos antecipados pelo site.

💡Você também pode fazer esse roteiro saindo do Arpoador e indo até o Museu do Amanhã com a gente, através da nossa experiência no Airbnb! Clique aqui para saber mais.

img_2899

Praça Mauá com o Museu do Amanhã ao fundo. Nos fins de semana o museu fica lotado, vale a pena comprar ingressos antecipados.

Na Praça Mauá, em direção a Sacadura Cabral, subindo a escadaria, podemos conhecer os mirantes do Morro da Conceição, famoso pelos eventos da Pedra do Sal. Uma ótima opção de almoço bom e barato na região é o restaurante Gracioso, na Gamboa. Ou então, é possível ainda trancar ou devolver a bike e pegar um bondinho na Carioca para conhecer Santa Teresa, bairro boêmio, muitíssimo agradável que conta com vários restaurantes legais como o Armazém São Thiago (conhecido como Bar do Gomes, famoso pelos bolinhos e cerveja gelada), o charmoso Cafecito, ou opções mais requintadas como o Aprazível e o Espírito Santa. Outra opção é já ficar pela Lapa e curtir uma Gengibrela no Bar da Cachaça ou a vida noturna do bairro, que atende todos os gostos, do forró ao rock.

⭐ Zona Portuária além da Praça Mauá: conheça o Circuito da Herança Africana, no RJ
⭐ Zona Portuária do RJ: Boulevard Olímpico, Pequena África e atrações fora do circuito tradicional

Roteiro 4: Pão de Açúcar e Urca (3km)

Saindo da ciclovia da orla de Copacabana na Avenida Princesa Isabel pelo Túnel Novo, passando pelo Shopping Rio Sul, chegamos no bairro da Urca, seguindo a Avenida Pasteur. É possível vir também por Botafogo, para quem sai do Jardim Botânico ou Gávea. Na Praia Vermelha, fica a subida para o teleférico do Pão de Açúcar, o bondinho. Apesar de ser um passeio bem turístico e caro, o visual compensa.

Tranque a bike e caminhe em meio a mata pela agradável Pista Cláudio Coutinho, onde é possível fazer uma pequena trilha de cerca de 1h pelo Morro da Urca. Pra completar o passeio, nada melhor do que uma cervejinha gelada e pastel de camarão na Mureta da Urca, curtindo a vista para o Cristo Redentor e o Sumaré. Pode ser no Bar Urca ou na opção mais em conta perto da cabine, o Urca Grill, carinhosamente chamada de Pobreta.

Roteiros puxados

Roteiro 5: Subida do Alto pela Vista Chinesa (Jardim Botânico > Mesa do Imperador)

Não se engane pela curta distância de 7km. É uma subida intensa no meio da Floresta da Tijuca, a maior floresta urbana do mundo! Mas se você tá acostumado com o pedal, vale a pena, pois depois de toda subida  vem a descida. Parada nos mirantes da Vista Chinesa, Mesa do Imperador e nas cachoeiras da Grutinha e dos Primatas, que são passeios que valem a pena mesmo sem a bike.

A subida da Vista pode ser combinada com o Roteiro 2, valendo todas as dicas de onde comer que estão neste. 🙂

Roteiro 6: Do Leme ao Pontal (Leme > Prainha)

Como já dizia Tim Maia, não há nada igual. Rolé mais completo pela orla do Rio, passando por quase todas as praias da cidade, Leme, Copacabana, Arpoador, Ipanema, Leblon, subindo a Niemeyer, chegando até São Conrado, onde continuamos pela ciclovia suspensa sobre o mar pelo Joá, Barra, Reserva, Recreio, Macumba, CDB até a Prainha, dando um total de 78km, ida e volta. Na minha opinião, pra quem curte pedalar é o passeio mais bonito que tem.

Pra repor as energias nada melhor do que um mergulho no Secreto seguido de um outro na Prainha, onde podemos comer um peixe fresco no Bar e Restaurante Mirante da Prainha. Outra opção  é o Natural do Recreio, para uma boa comidinha caseira, ou o bistrô orgânico Org, na Olegário Maciel, na Barra da Tijuca. Já na volta, recomendamos uma paradinha para aguentar o trecho final na altura do posto 2 da Barra, onde fica a Praia do Pepê, famosa pela prática do windsurf.

Atenção: Devido a um acidente a ciclovia encontra-se temporariamente interditada em um trecho de cerca de 1,5km na Niemeyer, por isso, saia da ciclovia na altura do Hotel Sheraton e mantenha-se no canto direito da pista, por onde é possível seguir até São Conrado.

⭐ Rio de janeiro sem clichê: explorando do Pontal a Guaratiba

Outras dicas úteis

1. Nos domingos e feriados é possível entrar no metrô com a bike, o que pode ser bem legal para dar um rolé pelo Aterro ou pelo Centro, indo até a Praça Mauá (Roteiro 3).

2. É interessante antes de sair pedalando, marcar o trajeto e paradas em aplicativos como o Google Trips ou Maps.me, que podem auxiliar bastante.

3. Se for utilizar as bikes do Itaú, não esqueça de baixar o aplicativo para saber as estações disponíveis e lembre de respeitar o tempo limite, para passeios mais longos, o ideal é outro tipo de bicicleta.

4. Segurança em primeiro lugar, se possível não abra mão de capacete e sempre que tiver que andar pela rua atenção redobrada com buracos e sinalização.

5. Sempre que for parar tranque a bicicleta com cadeado, de preferência o tipo U.

6. Não tumultue a ciclovia. A ciclovia é uma via expressa para bikes, então o ideal é sair desta caso tenha que parar para tirar fotos ou para qualquer outro motivo. De preferência não andar lado a lado, sobretudo se esta estiver movimentada.

Bom giro! 🙂 #respeitoumcarroamenos

Posts relacionados

1 Comentário

Feira de São Cristóvão: um pedacinho de nordeste no Rio – Gira Mundo 27/12/2017 - 19:16

[…] de Janeiro Praias: Rio de janeiro sem clichê: explorando do Pontal a Guaratiba Rolé de bike: Conhecendo o Rio de bike Raízes: Zona Portuária além da Praça Mauá: conheça o Circuito da Herança Africana, no RJ […]

Reply

Deixar um comentário

pt_BRPT_BR
en_USEN pt_BRPT_BR