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5 roteiros de ciclismo para explorar o Rio de Janeiro (trajetos médios/avançados)

por Gabriela Mendes
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💡 durante a pandemia, apoiamos passeios de bicicleta individuais ou como quem você tem contato diário, respeitando as regras de segurança e usando máscara.

O Rio de Janeiro é um verdadeiro paraíso para ciclistas. Por aqui, nós podemos pedalar à beira-mar, driblar o trânsito pesado ou se refugiar na floresta, fazendo uma pedalada de montanha e tomando banho de cachoeira.

Mas apesar de ser tida como uma cidade bikefriendly, nós ainda passamos por poucas e boas por aqui, tentando conscientizar motoristas do nosso lugar no trânsito e do nosso 1,5m de distância. Ainda rola muito desrespeito e assédio, principalmente para nós, mulheres. Mas acreditamos que estar sob duas rodas é locomoção, diversão e ato político.

Por conta disso, selecionamos 10 dos nosso roteiros preferidos para pedalar no Rio de Janeiro, nos preocupando em contemplar vários tipos de ciclistas e dividindo em duas matérias. Nesta aqui, nós falamos de pedais de nível médio à avançado, pra quem quer pedalar de forma mais desafiadora ou como esporte.

💡 Se você procura um pedal de passeio, em ciclovias e vias de velocidade baixa, acesse esta outra matéria: 5 trajetos leves para explorar o Rio de Janeiro de bicicleta
💡 Para saber de todas as dicas práticas, desde onde alugar bicicleta, clubes de pedal e dicas de segurança, leia: Guia da bicicleta no Rio de Janeiro: tudo que você precisa saber para pedalar na cidade
💡 Conheça o Rio de Janeiro no pedal com a gente reservando nossa experiência do Airbnb!

Roteiros nesta matéria de pedais médios/pesados: do Leme ao Pontal | Alto da Boa Vista e Parque Nacional da Tijuca | Paineiras, Mirante Dona Marta e Cristo | de Japeri à Arcádia | Niterói e Região Oceânica

Pedais médios e pesados

Pra quem recomendamos: de preferência se você pratica exercícios físicos e tem mais experiência pedalando. Alguns trajetos não são difíceis, mas precisam ter resistência por serem longos. O foco de fato é a pedalada!
Tipo de bicicleta: recomendamos bikes mais leves e, em alguns casos, com marcha, porque alguns roteiros são de subida. Prevenir é sempre melhor: leve câmara extra e equipamento básico para remendos, sobretudo se for fazer o trecho da Reserva.
Tipo de trajeto: não tem ciclovia em todas as partes, são vias compartilhadas com carros, recomendável pra quem tem mais experiência com pedalada no trânsito.

Roteiro 1: Do Leme ao Pontal (38km, só ida) ou até a Prainha (41,5km, só ida)

Como já dizia Tim Maia, não há nada igual. Rolé mais completo pela orla do Rio, passando por quase todas as praias da cidade, Leme, Copacabana, Arpoador, Ipanema, Leblon, subindo a Niemeyer, chegando até São Conrado, onde continuamos pela ciclovia suspensa sobre o mar pelo Joá, Barra, Reserva, Recreio (Pontal), Macumba, CCB até a Prainha, dando um total de 83km, ida e volta. Na minha opinião, pra quem curte pedalar é o passeio mais bonito que tem.

💡 Devido a um acidente, a ciclovia encontra-se temporariamente interditada em um trecho de cerca de 1,5km na Niemeyer, por isso, saia da ciclovia na altura do Hotel Sheraton e mantenha-se no canto direito da pista, por onde é possível seguir até São Conrado.
💡Se você gostar de montanha, quando chegar em São Conrado, dá pra fazer esse passeio subindo pelo Joá e parando na Praia do Joá, a Joatinga. 

No início da Praia da Barra, vale a pena dar uma parada no píer Quebra Mar. Se a fome bater, tem a rua Olegário Maciel pertinho, com vários restaurantes, como o Org Bistrô, que gostamos bastante. Aos domingos, rola feira com pastel e caldo de cana na Praça do Ó. Ali também fica a Praia do Pepê, ponto de windsurf, na altura do Posto 2.

Na divisa entre Praia da Barra e do Recreio fica a Reserva, bem mais vazia. O Pontal pode ser visto pela Pedra que divide duas faixas de areia. O final dela, é a Praia da Macumba e Secreto.

💡 Se quiser estender o passeio, aguente firme e prepare as pernas para a última subida até a Prainha, uma das praias mais lindas do Rio. Ainda dá pra continuar para Grumari e subir a montanha até Guaratiba, mas lembre que é um pedal puxado e que ainda tem a volta. É bom saber, que nos finais de semana a bicicleta pode ser colocada no último vagão do Metrô Rio, mas ainda sim é chão!

Onde comer: Natural do Recreio e Bar e Restaurante Mirante da Prainha

⭐ Veja as melhores atrações da região aqui:
Rio de janeiro sem clichê: explorando do Pontal a Guaratiba

Roteiro 2: Subida do Alto da Boa Vista e Parque Nacional da Tijuca 

O pedal mais tradicional pra quem gosta de montanha, de preferência com uma bicicleta esportiva leve ou speed. É um trajeto lindo, dentro da floresta, com cachoeiras pelo caminho. Você pode começar e terminar por diversos lugares, como a Usina, Paineiras (Rua Alice – falamos mais no roteiro 8), Jardim Botânico e Estrada das Canoas (o mais puxado).  Por exemplo, dá pra começar pelo Jardim Botânico e cair na Barra, ou começar pela Usina, na Tijuca, subindo o alto e descendo pelo Jardim Botânico. O trajeto depende da sua disposição! 

Alguns lugares legais de visitar:

Lado da Usina e Parque Nacional da Tijuca
Na entrada do parque, tem um senhorzinho que vende salgados, água de coco e laricas pra dar um gás no início da subida. Já dentro do parque, vale a pena parar na Cascatinha Tunnay, Lago das Fadas, Vale Encantado, Museu do Açude, Paredão do 2000, pra admirar a escalada, onde fica uma caverna linda, ao lado. O Postinho do Alto, um posto de gasolina Shell, é uma outra dica de reabastecimento.

Onde comer: na subida da Usina, há o templo Hare Krishna Sri Gauravani Matha e eles oferecem almoços vegetarianos aos domingos, além de meditações e outras atividades. Dentro do parque tem o  Restaurante os Esquilos, mas é bem lá em cima. Lembrando que dentro do parque, há várias fontes de água potável para reabastecer a garrafinha.

Lado do Jardim Botânico
Cachoeiras do Horto, Jequitibá, Imperatriz, Vista Chinesa, Mesa do Imperador.

Lado de São Conrado/Estrada das Canoas
Subir e descer por aqui é mais puxado, porque a estrada é bem íngrime e os carros passam com mais velocidade. Você vai passar pela entrada da trilha da Pedra Bonita e pode aproveitar e ver os voos de asa delta na pista, que fica ao lado.

💡 Esse roteiro pode ser combinado com o roteiro 6 e 8.
💡 A quilometragem vai depender muito de qual trajeto você vai escolher, mas é essencial que você tenha uma bike mais leve, de marcha, para pedalar nesse roteiro. Conheço pessoas que já fizeram de fixa, mas é um tanto quanto desafiador, por ter muita subida.
💡 Dá pra fazer uma versão mais leve se você ficar só pela Usina e o início do Parque Nacional da Tijuca, curtindo a natureza da Mata Atlântica.

Obrigada ao amigo Diogo Hernandes que vive subindo a floresta e nos deu as melhores dicas e fotos desse roteiro <3

Roteiro 3: Paineiras – Rua Alice e Mirante Dona Marta (7,6km, só ida) ou até o Cristo (9,4km, só ida)

Esse é um trajeto bom para quem está começando com as subidas, porque é curtinho e tem uma vista que compensa o esforço. Você pode subir pela Rua Alice, em Laranjeiras, Almirante Alexandrino, em Santa Teresa e seguir pela Estrada das Paineiras até o Mirante Dona Marta. Ou, pra quem quer continuar, seguir até o Cristo Redentor, no sentido contrário da Estrada das Paineiras, onde ficam algumas boas duchas para se molhar! 

💡 Você pode combinar esse roteiro com o roteiro 6, indo para a Vista Chinesa e descendo pelo Jardim Botânico; ou o roteiro 8, descendo pelas Canoas até São Conrado e voltando pela Niemeyer.
💡 Cuidado com os trilhos de Santa Teresa, eles são famosos por quedas monumentais.

⭐ Outra dica é aproveitar para conhecer Santa Teresa ou entrar no Cristo Redentor. Saiba mais:
O que fazer no Rio: conheça Santa Teresa
Saiba como comprar ingressos e visitar o Cristo Redentor, no RJ

Roteiro 4: um gostinho de estrada – de Japeri até Arcádia (4h de trem + 50km ida e volta)

Parece loucura, mas não é! Fazer esse roteiro foi muito delícia e deu um gostinho de estrada, pra sair um pouco do cenário urbano das pedaladas no Rio. 

Você vai levar um dia inteiro, pegando o trem ramal Japeri, na Central do Brasil, bem cedinho, de preferência às 7h. São duas horas de viagem até a estrada RJ-125, em Japeri, , que é toda arborizada, passando por sítios e cidadezinhas. O bom é que o limite de velocidade dos carros é bem baixo, o que deixa a pedalada mais segura. 

São 25km de extensão, levando até Arcádia, que parece, literalmente, o fim da estrada, já que termina com uma padaria com o mesmo nome. É lá que nós recarregamos as energias com 1 litro de suco de laranja e pão na chapa. Só que, na verdade, a estrada não para por ai, e quem quiser, pode continuar até Miguel Pereira e curtir uma noite na serra. Mas, lembre-se, é uma subidinha íngreme de mais 14km.

Pelo caminho, faça uma parada na Cachoeira de Santa Branca, uma queda d’água pequena, mas boa pra refrescar. Eu recomendo ir na volta, pra não perder o pique da subidinha que tem na reta final de Arcádia. 

Ali também fica Conrado, que parece uma cidade cenográfica. Há alguns restaurantes gostosos por lá, mas lembre-se de salvar energia para a volta!

💡 Veja aqui os horários dos trens.
💡Recomendamos que esse roteiro seja feito em grupo e por quem já tem alguma experiência com trânsito, porque o pedal é todo pela estrada, junto com carros, ônibus e caminhões.
💡Eu fiz esse rolé de bicicleta fixa e foi bem tranquilo. O único pedaço que tem uma subida maior é o finalzinho da estrada até Arcádia. 

Roteiro 5: das barcas até a Região Oceânica de Niterói (40min de barca + 40km ida e volta)

Cruzando a Baía de Guanabara, em 20 minutos você chega em Niterói, que tem umas praias bem bonitas e gostosas para passar o dia. Você pode ir pela orla pegando a Orla do Gragoatá (rua Coronel Tamarindo), passando pelo MAC – Museu de Arte Contemporânea, pedalando na ciclovia de Icaraí, seguindo pela Estrada Leopoldo Fróes, para chegar a Praia de São Francisco. De lá, cruze o túnel Charitas-Cafubá, que você chega na Região Oceânica de Niterói.

Por ali há várias praias, com o caminho todo plano: Piratininga, Camboinhas, Itaipu e Itacoatiara. Eu recomendo seguir direto pra Itacoatiara ou ir à Praia do Sossego, mas você precisa subir uma ladeirinha e descer uma trilha para chegar até lá. 

💡 Em São Francisco, você pode ver o pôr do sol no Parque da Cidade, mas a ladeira até lá é sinistra, tem que empurrar a magrela pra subir.
💡 Na praia de Itacoatiara você pode fazer a trilha do Costão e ter uma vista ainda mais bonita. Essa trilha exige um pouquinho de preparo, por ter partes íngremes, mas é curta, com cerca de 30 minutos.
💡 Em Itaipu você pode fazer a trilha do Morro das Andorinhas, que é rapidinha, cerca de 30 minutos de subida.

Onde comer: Puro Suco em São Francisco ou Itacoatiara (prove o joelho/italiano de berinjela e o açaí com cupuaçu), cervejas artesanais na Noi (olha a Lei Seca!), frutos do mar no Restaurante Seu Antônio.

Pôr do sol no Parque da Cidade, em Niterói

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2 Comentários

5 trajetos leves para explorar o Rio de Janeiro de bicicleta | Gira Mundo 02/11/2020 - 13:11

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Guia da bicicleta no Rio de Janeiro: tudo que você precisa saber para pedalar na cidade | Gira Mundo 02/11/2020 - 13:20

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