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Guia de Oaxaca: o coração da cultura mexicana

por Ursulla Lodi
Guia de Oaxaca: o coração da cultura mexicana

Se você quer de fato conhecer um pouquinho da cultura mexicana de forma autêntica e regional, não pode deixar de incluir a cidade de Oaxaca de Juárez no seu roteiro pelo México

Tem muita gente que vai para o México e conhece apenas suas lindas praias caribenhas. Nada contra. Mas a riquíssima cultura mexicana extrapola e muito o turismo gringo. No centro do país, Oaxaca reune de forma genuína as coisas que mais valorizo quando viajo: costumes tradicionais, natureza e comida – que somam-se ao colorido lindamente saturado. A cidade, tipicamente mexicana, é movimentada sem ser exatamente turística.

Prepare-se para perder-se em mercados, ouvir muito Zapoteco e não entender nada, comer chapulines e mergulhar na história deste país que tanto me tocou.

Neste post damos todas as dicas do que fazer e onde ser hospedar em Oaxaca, além de muitas outras dicas para programar seu roteiro pelo México. 

“Nunca mas um Mexico sin nosotros!”

Cultura pré-hispânica

Estive em Oaxaca de Juárez, capital do estado de Oaxaca, nas minhas duas viagens pelo México, na última, cheguei de bicicleta, descendo o país com o projeto do @bikemyself, trabalhando com impacto sustentável. Em ambas as vezes fiquei encantada por suas cores, aromas, festas, tradições, que por aqui são motivo de orgulho e resistência dos povos pré-hispânicos.

Para entender o ecletismo, deve-se ter como pressuposto que Oaxaca é o estado mais indígena e mais pobre do México. Aqui estão 18 das 65 etnias do país, e também a maior população de bilíngues mexicanos, que não abandonaram o idioma nativo, mesmo aprendendo espanhol nas escolas. A maioria da população é descendente direta dos povos que viveram ali antes da invasão espanhola. Aliás conhecendo a América Latina mais à fundo e sendo parte deste todo, é preciso nomear as coisas. A chegada dos europeus com seu gosto por ouro e genocídio é o acontecimento mais dramático da nossa história, mas também parte do que somos hoje.

Mas, no caso de Oaxaca, mesmo antes de Colombo,  seu território nunca foi exatamente calmo. Zapotecas, depois Mixtecas e Astecas ocuparam a região em diferentes épocas e suas guerras por território explicam a variedade étnica local.

Povos pré-hispânicos

Convivendo com mexicanos

Abro um parêntese para contar que nessa minha última cicloviagem mexicana, fiquei hospedada quase que exclusivamente na casa de locais, utilizando o Couchsurfing e o Warm Showers – uma espécie de Couchsurfing exclusivo para viajantes de bicicleta – além de poder contar com o apoio, e lares abertos, do pessoal querido da AIESEC México, o que, sem dúvidas, foi uma experiência linda! Levei comigo este carinho mexicano que encheu meu coração e me inspirou tanto. Nesse contato direto, por todos os cantos do México, os amigos nativos sempre enalteciam muito a cultura oaxaqueña, cujas tradições são preservadas como em nenhum outro lugar do país. Não é pra menos.

O que fazer em Oaxaca

Se perder por seu charmoso Centro Histórico

Oaxaca de Juarez, Mexico

O adorável colorido saturado de Oaxaca

Apesar de Oaxaca de Juárez ter quase 3 milhões de habitantes, seu Centro Histórico, com coloridos casarões coloniais, nos remete à tempos passados, com um clima interiorano e receptivo. Este pode ser todo percorrido à pé, em longas caminhadas parando em galerias, museus, lojinhas, artesanias e vendo o movimento das pessoas, em cenas cotidianas. Algumas paradas obrigatórias são:

Zócalo e catedral

O zócalo é a praça central, quase que um pré-requisito para a existência de uma cidade mexicana. Na verdade, todo pueblito, ou pueblo mágico, que se preze tem seu próprio zócalo. Invariavelmente neste encontramos barraquinhas de comida – com milhos sendo vendidos em todas as variedades que você possa imaginar – um chafariz ou um coreto, e, dependendo do tamanho do povoado, uma igreja. No caso, como Oaxaca é um grande e importante centro, em seu Zócalo fica a catedral da cidade.

Outra coisa que me chamou atenção em ambas as minhas visitas à cidade, foi uma ocupação de manifestantes na praça cobrando providências por um atentado, que já estava lá em dezembro de 2013 e assim permanecia, em março de 2018.

Iglesia de Santo Domingo e Museu de Culturas de Oaxaca

Outro ponto de encontro do movimentado centro histórico da capital oaxaqueña é a Praça de Santo Domingo, onde fica a Igreja de Santo Domingo, em estilo barroco – um bom exemplo das tradicionais igrejas mexicanas, ornadas com muitas camadas de rococó e ouro.

Barroco

O belíssimo interior da Iglesia de Santo Domingo, sem dúvidas vale a visita

Ainda na praça ao lado da Igreja fica o Museu de Culturas de Oaxaca. O museu, que já foi um antigo convento, é enorme e de arquitetura belíssima. Seu acervo narra a história e tradições dos diversos povos pré-hispânicos que habitavam a região, passando pelas amarguras da conquista espanhola até o presente, como estão estas populações hoje em dia. Ficamos uma tarde toda ali dentro! 

Museu de Culturas de Oaxaca, Mexico

Vista das montanhas de Oaxaca no interior do Museu de Culturas

Além disso, a praça de Santo Domingo é um point dos jovens, sobretudo a noite, já que a cidade é também um grande polo universitário.

Bem pertinho, voltando em direção ao Zócalo, fica a Casa de Artesanías de Oaxaca, uma cooperativa de artistas da região que vendem belas artesanias. Outro lugar que vale a pena conhecer neste percurso é o MACO, um pequeno museu de arte contemporânea com obras de artistas locais.

Conhecer seus mercados

Nenhuma visita a Oaxaca está completa sem uma visita aos mercados. Os mais importantes ficam na parte baixa do centro histórico, pra baixo do Zócalo. O Vinte de Noviembre é bastante frequentado tanto por turistas quanto por moradores que fazem a feira por lá. Bem ao lado, o Benito Juaréz é mais local e vende um pouco de tudo: brinquedos, máscaras de luchadores, passando por panelas e roupas.

Oaxaca, Mexico

Mercado 20 de Noviembre

Mas se quer ter uma experiência autêntica e tiver um domingo em Oaxaca não deixe de ir no Mercado de Tlacolula, um pequeno pueblito nos arredores da cidade. Apesar de receber alguns poucos turistas, é o mercado que os oaxaqueños do vale fazem suas compras dominicais.

💡 Cuidado ao tirar fotos, sobretudo nos mercados: não digo isto por uma questão de segurança – é sempre recomendado atenção – mas, sobretudo, por uma questão de educação. Muitos povos pré-hispânicos tem como crença que a fotografia captura a alma, além do que apesar das cenas cotidianas serem lindas para nossas lentes de turistas, é sempre bom ter cautela. Sinta o clima e peça permissão.

Oaxaca, Mexico

Visitar os sítios pré-hispânicos de Monte Albán e Mitla

Se você, assim como eu é apaixonado pela cultura pré-hispânica e por sítios arqueológicos não pode deixar de conhecer Monte Albán e Mitla, para ficar abismado de quão desenvolvidas eram estas culturas.

Monte Albán foi a capital do Império Zapoteca, uma das mais importantes civilizações mesoamericanas. Ademais, o sítio é considerado uma das cidades pré-hispânicas  mais antigas, cujo apogeu se deu entre os anos 800 d.C e 500 d.C. Para fins de se situar na linha do tempo: muito antes do prelúdio dos Maias no território que hoje é o país e, mais posteriormente ainda, dos Mexicas, os Astecas, que imperavam durante a conquista.

Zonas arqueológicas pré-hispânicas

Monte Albán

Localizada do alto de uma colina, podemos de seu topo, percorrendo as ruínas e construções da antiga cidade, observar toda grande Oaxaca, cujo centro fica a 10km de Monte Albán. Sem dúvidas, conhecer esta zona que é considerada um Patrimônio Cultual da Humanidade pela UNESCO, é um passeio indispensável, que pode ser feito em meio período. Sempre lembrando que é recomendado visitar as ruínas pela manhã, já que a exposição ao sol é para os fortes.

Mitla, diferente de Monte Albán, é um sítio pequeno, mas famoso por ter construções pré-colombianas com interior em ótimo estado, o que torna sua visita bem interessante. Historiadores explicam que a zona arqueológica é mais preservada, pois os próprios colonizadores utilizaram a edificação como habitação.

💡Ambas as zonas arqueológicas abrem todos os dias, das 8h às 17h. As entradas custam, respectivamente, 70 pesos (R$ 14) e 50 pesos (R$10), sendo que o ingresso de Monte Albán inclui visita ao museu.

Para chegar por conta própria aos sítios arqueológicos:

Apesar de serem vendidos aos montes passeios que combinam visitas aos sítios arqueológicos e comunidades indígenas, optamos por ir por contra própria, tomando um ônibus atrás do mercado central, onde fica a rodoviária de “segunda classe”. Todo grande-média cidade mexicana tem esta rodoviária alternativa aos ônibus da ADO que ligam todo país, ditos como de “primeira classe”.

Depois de muito pergunta daqui e dali, descobrimos onde ficava a rodoviária, já que o próprio mercado, apesar de ter uma estrutura central, acontece também nas ruas que o cercam, com intenso movimentado comércio nas calçadas. A rodoviária é na verdade um apanhado de espaços ao redor de dois quarteirões no bagunçado centro de Oaxaca onde embarcam passageiros para lugares como Mitla, Tule e Monte Alban. O processo é simples, nenhuma passagem custa mais que M$15 (tipo R$2,50) e os ônibus saem com regularidade durante o dia.

Zonas arqueológicas mexicanas

Mitla

💡Uma super dica é, se possível, conhecer o Museu de Antropologia da Cidade do México, antes de conhecer os sítios arqueológicos do país, onde podemos ter uma bela aula de história que não é dada nas nossas escolas. Considerado o segundo melhor museu do mundo, sem dúvidas, nos faz repensar a ideia de descobrimento e colonização, quando realizamos as tecnologias e sabedorias que existem há milênios nas culturas americanas.

Enlouquecer com o artesanato local e com sua tradição artística

Oaxaca está cercada de comunidades indígenas que produzem artesanatos incríveis. É o melhor lugar para esse tipo de compra do país, não só pela variedade, como também pelo preço.

Os miçangueiros, como a que vós escreve, têm dificuldade de lidar com lindezas baratas sendo vendidas por todos os cantos, o que me parou dessa vez foi o limite do meu alforje, já que estava viajando de bike. Os destaques são os alebrijes – as pequenas imagens míticas coloridíssimas, feitas em madeira – as bijuterias e bolsas de miçangas, as vestimentas típicas bordadas, além de trabalhos manuais em couro e tecelagens.

Artesanias

Alebrije

O mais legal é que esta herança viva se reflete em uma forte tradição artística por toda Oaxaca, que é cheia de galerias de arte, onde destacam-se os trabalhos de gravura. Isto não deixa de ser forma de manifestação e resistência destes povos, como traço muito presente na cultura oaxaqueña. Se tem interesse não deixe de conhecer o Museo Textil e o Centro Cultural San Pablo.

Oaxaca, Mexico, mercados

💡Na hora de comprar as vestimentas típicas, que são lindíssimas,  vale perguntar e olhar com cuidado para analisar o acabamento, vendo se de fato é artesanal e não industrializado.

💡Além da já citada Casa de Artesanías de Oaxaca, um bom lugar para comprar um pouco de tudo é a MARO, a cooperativa de artesãs oaxaqueñas. Apesar de parecer um labirinto, aqui  você encontra tecidos, estátuas, chocolates, enfeites e alebrijes sabendo que a renda vai direto para as produtoras do estado.

Visita aos povoados produtores de artesanatos

Claro que podemos encontrar as artesanias no centro histórico, mas ir direto à fonte e trocar uma ideia com o produtor é sempre uma experiência enriquecedora.

O lugar mais famoso para conhecer as tradicionais tecelagens oaxaqueñas é Teotitlán del Valle, de cultura Zapoteca, o povoado é famoso pelo tingimento natural e pela feição da lã. Na visita são apresentados os métodos de extração dos pigmentos. Chamou-me atenção a obtenção do tom vermelho, extraído do sangue de uma lagarta que se alimenta de cactos.

Estes dois povoados eu não tive a chance de conhecer, mas para ver de perto as cerâmicas feitas de barro negro, visite San Bartolo Coyotepec, e, para se apaixonar ainda mais pelos alebrijes, conheça San Martín Tilcajete.

Teotitlán del Valle, Oaxaca, Mexico

Os tingimentos naturais das tecelagens manuais de Teotitlán del Valle

Experimentar a gastronomia local

Se quer ter uma verdadeira imersão na culinária local, Oaxaca é a capital da gastronomia mexicana, já que muitas receitas tem origem pré-hispânica ou foram aperfeiçoadas por aqui.

Pensou em nachos e burritos? Nada disso. Muitas vezes esta é a referência que temos da culinária mexicana, mas estes pratos fast-food, na verdade, são versões americanizadas, o que é chamado por aqui de “tex-mex”. 

Chilli

“Mexico es maíz”

A base da alimentação mexicana é o milho. E diferente da minha estada na Tailândia em que de fato, pela primeira vez, fiquei assustada com a pimenta, no México, o picante é quase sempre posto nas salsistas à parte, conferindo muito sabor. Em Oaxaca, aproveite para provar todas as iguarias-de-fato-mexicanas que você ver pela frente, não deixando de provar:

⭐ mole – que poderia ser explicado como um molho que pode ser feito com mais de 100 ingredientes, entre pimentas e até mesmo chocolate – o que torna este prato mexicano um dos mais diferentes! Existem 7 moles em Oaxaca, um para cada dia da semana, sendo o mole negro, o mais famoso.

⭐ chapulines – grilos fritos que são uma delícia com uma cervecita acompanhando. Estes são vendidos como aperitivo em mezcalerias e também por muitas moças e abuelas, com trajes típicos e baldes de insetos, onipresentes pelas ruas do centro. Diz a lenda que se você come chapulines em Oaxaca retornará à cidade. Para mim funcionou.

Gastronomia mexicana

Chapulines

⭐ tlayudas – uma pizza pré-hispânica de massa de tortilla, quesillo, o queijo de Oaxaca – que por si só já é um prato típico – além de feijão e muitas outras possibilidades. A tlayuda é uma ótima pedida para vegetarianos, já que há sempre opções com e sem carne.

⭐ tamales – um dos mais ricos do país, parecem com pamonhas salgadas recheadas. Você pode encontrar no mercado ou em bicicletas ambulantes, sendo vendidos calentitos y deliciosos.

⭐ tacos el pastor – tacos do assado tradicional de carne de porco, servidos com coentro e limão. Estão no menu de quase todos os restaurantes.

⭐ quesadillas de flor de abobrinha e de nopal – o que para nós poderia ser chamado de cactos, mas para os mexicanos é apenas um legume, como outro qualquer.

💡E por quê não tentar uma aula de gastronomia mexicana? Mais abaixo indicamos uma aula que parece bem bacana no AirBnB experiences!

E… se quer saber mais sobre a gastronomia mexicana veja este post. Em breve!

Para beber:

⭐ as típicas aguas frescas, águas de sabor, com frutas e gelo, vendidas aos montes em todas as esquinas.

⭐ jamaica – chá de hibisco, cuidado com os excessos e efeitos colaterais da bebida ou poderá sofrer com o mal de Montezuma!

⭐ tejate – parece que el sagrado maíz está presente até nas bebidas. A bebida tradicional é feita de farinha de milho e cacau, sendo vendida em todos os mercados.

⭐ café e o chocolate são produtos locais muito apreciados, tendo várias cafeterias e pequenas fábricas artesanais pela cidade que moem o cacau na hora acrescentando açúcar e canela – a marca registrada do chocolate oaxaqueño. Se você não sabe o chocolate é um presente dos povos pré-hispânicos para o mundo, sendo consumido como bebida sagrada e energética antes de guerras, há milênios. O mais diferente é que, seguindo o costume, o chocolate quente é bebido com água e não com leite, por aqui. 🙂

E claro:

“Para todo mal, mezcal, y para todo bien, también.”

Oaxaca, Mexico

Não deixe de provar o Mezcal, curtindo a noite oaxaqueña

Se a tequila é feita do agave azul, dos demais tipos de agaves, é feito o mezcal. E só em Oaxaca existem mais de 32 espécies de agave, tornando o Estado o maior produtor da bebida e as ruas da cidade repletas de mezcalerias, com cardápios cheios de bebidas advindas dos barris de pequenos produtores oaxaqueños. Boas opções de mezcalerias locais são a Piedra Lumbre e a Tobalá. Mas se quer algo mais arrumadinho, o site especializado Mezcologia indicia a In Situ e a Mezcaloteca, ambas no centro.

💡A vida noturna em Oaxaca é bastante celebrada e o combustível é o mezcal. Mas a dica é fugir dos passeios turísticos. Se quiser companhia, é sempre válido tentar amizades no hostel – que muitas vezes acabam sendo trocas bem sinceras – ou dar uma olhada nos rolés e interações com locais tanto no AirBnB experiences, quanto no Couchsurfing.

Hierve el Agua

A atração, de fervedouros naturais, foi cenário de um famoso comercial da cerveja mexicana Corona. Confesso que apesar da bela vista reproduzida abaixo, fiquei um pouco decepcionada com este atrativo no quesito banho. Talvez por estar esperando uma abundância de água, imaginando uma cachoeira abundante como as das nossas Chapadas, tão exuberantes. O lugar é bonito, mas não me deixou boquiaberta. Se tiver com tempo, de todo modo, vale a pena conferir com seus próprios olhos.

Passeios alternativos

A piscina natural de borda infinita do Hierve el Agua

Pacotes de tour

É muito comum as lojinhas de pacotes turísticos venderem um pacote de um dia que passa por, El Tule – onde fica a árvore gigante e onde estava hospedada – por uma destilaria de mezcal, oficinas de tecelagem em Teotitlán, Mitla e Hierve el Agua. Se tiver com pouco tempo é uma opção válida, para conseguir ter uma noção geral.

💡No entanto, se não estiver com tanta pressa minha dica é ir por conta própria nos atrativos. Conhecemos muitas atrações sozinhos, mas acabou que fechamos também um pacote. Achei um pouco corrido e indico conhecer de forma independente.

Ir por conta própria ou tour?

AirBnB Experiences em Oaxaca

Uma boa maneira de se aventurar sem ser de maneira turística é procurar por atividades no AirBnB Experiences. Como somos hosts da plataforma aqui no Rio e adoramos, sempre recomendamos.

Veja essas atrações que são bem recomendadas e muitas outras: 

⭐ Clase de Cocina Prehispánica en Fogón
⭐ 
Street Art Bike Tour in Oaxaca City
⭐ 
Recorrido de Mezcalerias en la Ciudad

Quando ir

Melhores épocas

Se puder evite a época de chuvas entre maio e setembro. Fui em março, na época seca e só peguei dias lindos, porém, muito quentes. Oaxaca é uma cidade festiva, independente da época do ano, fatalmente você vai esbarrar com alguma comemoração por suas ruas. Mas as grandes atrações são o Carnaval, em fevereiro-março, e a fiesta do Dia dos Mortos, no final de outubro e início de novembro, que é a mais tradicional e famosa do país.

Dia dos Mortos em Oaxaca

Falando no Dia dos Mortos, nunca tive a oportunidade de passar no país, mas é uma data festiva e de profundo respeito para os mexicanos – já que, segundo os costumes, a pessoa continua viva enquanto estiver presente nas lembranças e no carinho de seus familiares e amigos.

Da primeira vez que estive no México, no mês de dezembro, entrei em um cemitério de um pequeno vilarejo interiorano e pude imaginar a festa recém passada, diante das ossadas expostas e adornos floridos murchos dos festejos do mês anterior. Nas comunidades indígenas dos Chamula, no estado de Chiapas, o cemitério também é uma atração à parte. A relação que os mexicanos tem com a morte, sem dúvidas, é algo único, ainda mais em Oaxaca.

Em algum cemitério de beira de estrada, na minha primeira viagem ao país

💡Vale ver a animação A vida é uma festa, ou Coco, no original, que é uma fofura premiada com Oscar e retrata muitas tradições que vivenciei no país, incluindo o Dia de Los Muertos. Vários hosts mexicanos nos contaram que saíram do cinema chorando. <3

Quanto tempo ficar

Fiquei um pouco menos de uma semana em Oaxaca, nesta segunda vez. Mas diria que no mínimo quatro noites para pode conhecer seu colorido centro histórico, seus sítios arqueológicos e atrações nos arredores, com tranquilidade.

Como chegar

Avião

Oaxaca de Juaréz fica a 470km da Cidade do México. Se você vem da capital mexicana e não pretende conhecer Puebla, um estado super tradicional que fica entre Oaxaca e CDMX, vale a pena conferir os valores das passagens aéreas da AeroMéxico e de outras companhias.

Ônibus

Fiz muitos trechos também com a empresa ADO, que oferece ônibus de “primeira classe” para quase todos os lugares do país, não precisando comprar com grande antecedência, a não ser que tenha datas apertadas. Existe também a opção de ônibus de “segunda classe”, ao estilo chicken bus, que oferecem viagens ainda mais em conta. Para tanto, é necessário se informar na localidade. O trajeto CDMX – Oaxaca de Juaréz é feito em cerca de 6 horas de viagem.

Cicloviagem

Mas claro, você sempre pode chegar de bicicleta. 🙂

⭐ Para saber mais da experiência da cicloviagem junto do @bikemyself veja esse post.

Sim, chegamos em Oaxaca de bike, com alguns ônibus pelo caminho!

Onde se hospedar

Fiquei em El Tule – um pueblito famoso por sua árvore gigante, na periferia da cidade – na casa de locais, que nos abrigaram com carinho e acabou que foi tranquilo me deslocar utilizando táxis coletivos e os ônibus locais com a instrução deles. Mas se não estiver no espírito do couchsurfing, não tem motivos para não ficar dentro da cidade. Dê preferência para se hospedar na região do Centro Histórico, para poder conhecer as principais atrações à pé. Tomar o Zócalo como referência é uma boa dica.

Não faltam opções de albergues e hostels arrumadinhos em Oaxaca no Hostelworld. Na categoria pousada familiar, os recomendados são o Hostal Mixteco Nava Nandoo, uma pousada, limpa, simples e confortável com atmosfera relax – e o La Conchinilla, com café da manhã e um belo terraço. Se quer conforto e boa localidade, opte pelo Hotel Pereyra ou pelo Hotel Siglo XVII. Uma boa relação custo benefício pode ser o Parador del Dominico.

Viajando sozinha no México

No caso, neste trecho da viagem estava acompanhada do meu amigo Pedro, do @bikemyself e de nossos amigos da AIESEC México que nos acolheram com carinho. Mas o que posso dizer da minha experiência no país é que não será um problema, em que pese ser um país de cultura patriarcal. Como sempre, incentivamos o #queroviajarsozinha, vá, atenta, vá forte. E já aviso que vai ter muito mais Fui Sozinha por aqui, já que nesta mesma viagem terminei num giro solo por Havana, Cuba, chegando por lá acompanhada da minha bicicleta.

E por fim, viva a América Latina!

Foi no México que aprendi que América Latina é processo, mas também é resistência. E em Oaxaca esse sentimento com certeza é aflorado diante de tanta riqueza e autenticidade em que a luta é comemorada. Viva!

Não vai ser difícil topar com algum festejo como esse!

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