Uma viagem por Aiuruoca e o Vale do Matutu, em Minas Gerais

Para conhecer lugares incríveis não é preciso viajar para muito longe e dessa vez eu caí na estrada e fui para um dos destinos que eu me senti mais conectada em todas as minhas andanças pelo mundo.

Perto de casa, a 7 horas de carro do Rio de Janeiro, fica o município de Aiuruoca, em Minas Gerais. A principal cidade, de mesmo nome, é a porta de entrada a um conjunto de vales na Serra da Mantiqueira que oferece paisagens que impressionam. O principal deles, o Vale do Matutu, tem uma energia intensa e a melhor forma de descrevê-lo é dizendo que a viagem é uma experiência de imersão, de mergulhar naquele paraíso, conectada, respirando ar puro.

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Porém, só é bem-vindo ao Matutu quem viaja procurando essa troca tanto com os moradores quanto com a natureza que te cerca por todos os lados. Eu ouvi de uma das pessoas a seguinte frase, que não poderia fazer mais sentido: nós não queremos turistas, queremos visitantes, queremos gente que vem aqui em busca de conexão, e não só de passagem.

Antes de viajar, entenda Aiuruoca e o Vale do Matutu

Matutu Aiuruoca
Mapa Aiuruoca e Matutu. Via Pousada Ajuru

O município de Aiuruoca fica a mais de mil metros de altura em uma região repleta de montanhas. Alguns dizem que o nome significa “casa do papagaio”, mas também pode ser “terra de Ayuruãs”, o nome dos indígenas que ali habitavam. O lugar foi descoberto pelos colonizadores durante o Ciclo do Ouro e faz parte dos destinos Estrada Real. Nele, fica a cidade de Aiuruoca, com pouco mais de três mil habitantes e a primeira parada para quem quer conhecer os mais de 15 vales.

Vale do Matutu

O mais procurado é o Matutu, um lugar que foi uma importante rota de peregrinação indígena e, por isso, é considerado um vale sagrado. Ele fica 20km distante de Aiuruoca por uma estrada de terra, que demora cerca de 50 minutos para ser percorrida de carro. Até os anos 80 o Matutu era completamente isolado, com o acesso feito apenas à cavalo.

Cassimiro, um dos moradores, pertencentes a uma das famílias mais antigas, me contou que levava uma hora para chegar à escola no Vale da Pedra. Por muitos anos, o lugar funcionava como um “feudo”, o terreno pertencia ao fazendeiro, com nome de personagem, Seu Geraldão Trevas, que morava sozinho e seus funcionários trabalhavam para ele em troca de alimento e pedaços de terra – inclusive a família de Cassimiro.

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Vale do Matutu visto do Pico da Cabeça de Leão

Depois da morte de Geraldão (que faleceu em um grande incêndio acidental, causado por ele mesmo), as terras foram divididas e grande parte delas foi vendida para um líder da comunidade do Santo Daime. Eles começaram um intenso trabalho de conservação, que é o que mantém o vale preservado até hoje com a Associação de Moradores AMA Matutu e pelo título de APA – Área de Proteção Ambiental. Atualmente, o Matutu é praticamente autossustentável, com produção de muitos alimentos orgânicos.

Por conta disso, há muita fiscalização no Vale e o turismo cresce com cautela. Dá para perceber assim que se chega ao Casarão, antiga casa de Geraldão Trevas e onde há o ponto de acolhimento dos viajantes. Os membros da AMA dão boas-vindas, organizam o estacionamento, perguntam quantos dias você vai ficar e anotam a placa do seu carro.

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O respeito é fundamental, por isso os turistas que querem visitar o Matutu devem seguir as regras da AMA se quiserem desfrutar das maravilhas do vale. São fundamentos muito básicos, mas muita gente que se diz amante de ecoturismo esquece, como em hipótese alguma deixar lixo ou resíduos. Além disso, a entrada de veículos não é permitida e, por ser um vale sagrado e residencial, esqueça as caixas de som e aproveite a música dos pássaros.

O que fazer na região

Tudo na região gira em torno do ecoturismo com trilhas, cachoeiras, visuais de tirar o fôlego e uma gastronomia deliciosa – afinal, estamos em Minas Gerais!

Confira aqui as melhores atrações de Aiuruoca, Vale do Matutu e região.

Conhecer a cidade de Aiuruoca

Não há muito o que fazer em Aiuruoca, mas eu sentei em um dos barzinhos da praça só para observar o ritmo de vida local. Eu adoro o clima de cidade pequena e acabamos puxando papo com moradores e conhecendo um pouco mais de lá.

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Foto tirada com drone da cidade de Aiuruoca

Na praça há algumas casas coloniais, uma igrejinha e – a melhor parte – muitas padarias com uma broa mineira divina! Voltei pra casa com um carregamento pesado de broas. Em algumas noites há música ao vivo e, se você quiser comer uma boa pizza, prove a Pizzaria Dona Azeitona. Para conhecer um pouco mais da história local, vá ao Museu Municipal de Aiuruoca, que fica na praça.

Além disso, uma semana antes do feriado do Carnaval, rola o AiuruFolia, o carnaval antecipado da cidade. Nessa época, o clima pacato se transforma com uma multidão de foliões. Confesso que não sou muito fã desse ambiente tipo micareta, mas o evento é super tradicional e acontece há mais de 80 anos.

Atrações no Vale do Matutu

Como foi falado, o Casarão é a porta de entrada do vale e está aberto a visitas, já que é um símbolo da região e tem seu interior preservado desde a época de Geraldão Trevas. Do lado fica a Cooperativa ou Coopera, uma lojinha com vários produtos deliciosos da região.

Porém, depois do “portal” de boas-vindas, é possível aproveitar as melhores atrações: a natureza e as cachoeiras. Veja as principais:

Poço das Fadas

É de fácil acesso, a cinco minutos de caminhada do Casarão, mas pra mim é um dos lugares mais lindos. O pequeno poço tem uma cor esverdeada e, realmente, parece encantado.

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O Poço das Fadas fica a 10 minutos de caminhada do Casarão e possui um poço ótimo para tomar banho

Cachoeira do Fundo

Tem esse nome porque é a última cachoeira do Vale e a mais grandiosa. Chamada também de Cabeceira Sagrada, era venerada pelos antigos habitantes indígenas da região. Ela é vista de vários pontos do vale, já que tem 120 metros de altura e, para chegar até ela é preciso fazer uma trilha de 1h30 com intensidade moderada. A queda d’água é realmente maravilhosa, só que é mais para ser apreciada do que para tomar banho, já que não tem um poço muito grande. Porém, durante a trilha, você pode parar na Cachoeira do Meio para se refrescar.

Cachoeira dos Macacos

A cachoeira tem fácil acesso, cerca de 5 minutos de caminhada a partir da estrada de terra e fica a 300m antes da entrada do Matutu. Ela também não tem muito espaço para tomar banho, mas o bom da Cachoeira dos Macacos é sentar nas pedras e apreciar tanta beleza.

Cachoeira dos Macacos Vale do Matutu
Foto de drone da Cachoeira dos Macacos

Trilha para o Pico do Papagaio

O conjunto de vales do município de Aiuruoca é ainda mais lindo de cima e o Pico do Papagaio tem a vista mais impressionante da região, a 2105 metros de altura. Para chegar até lá, é preciso fazer uma trilha de intensidade difícil saindo do trutário do Vale do Matutu e subindo por 4 horas (durante 1h a trilha é realmente bem pesada, depois fica média) e 3 horas de descida. Nós recomendamos fazer com guia, que custa cerca de R$50 por pessoa. Outra opção é fazer uma trilha a partir da pousada O Panorâmico, com 2h30 de duração. Porém, quando se vai pelo Vale do Matutu a vista é muito mais bonita e você pode parar em um poção lindo chamado de Lagoa Azul para se refrescar e admirar as cachoeiras Três Marias e do Coxo no caminho.

Trilha para o Pico Cabeça do Leão 

O Pico do Leão é mais baixo, mas também oferece uma vista maravilhosa dos vales. Ele fica em frente ao Pico do Papagaio e muita gente gosta de ir pra ver o pôr do sol – é realmente lindo! A trilha é de fácil a moderada e dura 1h30. Não é preciso fazer com guia.

Bem-estar do corpo e da mente

Não é nem um pouco difícil se sentir em paz no Matutu, o destino tem uma energia muito forte de conexão com a natureza que o cerca. Se você quiser aproveitar ainda mais essa vibe, vá ao Spa Aroma do Vale fazer um tratamento terapêutico e faça uma aula de yoga no Namaskara. A pousada Patrimônio do Matutu também oferece várias imersões e retiros espirituais, confira a programação no site.

Descubra: uma matéria não consegue descrever tudo que tem de maravilhoso no vale, é preciso ir até lá para descobrir outras atrações que só quem se permite se conectar com o Matutu conhece… Cachoeiras escondidas, templo de meditação, árvores centenárias, conversas com pessoas incríveis e, é claro, toda a história do Vale que merece ser contada por quem é de lá.

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Teatro ao ar livre, templo de meditação e paineira de 400 anos de idade ❤

Cachoeiras em outros vales e outras atrações

Cachoeira Deus Me Livre

No início da estrada entre Aiuruoca e Vale do Matutu fica a Cachoeira Deus Me Livre, que é uma delícia para tomar banho. É preciso fazer uma caminhada leve de 20 minutos para chegar até ela. O caminho, que fica dentro de um sítio particular, é extremamente bonito.

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Caminho dentro de uma fazenda para a Cachoeira Deus Me Livre

Cachoeira do Batuque

Outra queda d’água linda da região com 30 metros de altura. A Cachoeira do Batuque não tem poço para banho e para acessá-la é preciso fazer uma trilha de nível médio por 25 minutos. Ela fica na estrada entre Aiuruoca e Matutu e é onde fica a pousada Abrigo da Montanha Batuque.

Cachoeira e Vale dos Garcias

O Vale dos Garcias fica antes de chegar a Aiuruoca, a 15km da cidade. A estrada é um pouco complicada, ainda mais se tiver chovido no dia anterior. Porém, o trajeto compensa, porque a Cachoeira dos Garcias tem uma queda d’água de 30 metros de altura e um belo poção para tomar banho. A dica é ir entre 11h e 13h, porque não bate muito sol na água e costuma ficar bem frio.

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Vista de cima da Cachoeira dos Garcias. Ela é a mais bonita da região, com mais de 30 metros de altura

Antes de descer para a Cachoeira dos Garcias tem um restaurante lindo, com uma vista sensacional da queda d’água. Mas eu confesso que não sei dizer se a comida é boa, porque acabei não almoçando por lá.

No caminho você também encontra a Cachoeira do Tiziu e da Boa Esperança.

É no Vale dos Garcias que fica a produção de azeites Olibi. Eles ficam abertos a visitação, vale a pena dar uma passada!

Sino da Paz

A Estação Sino da Paz, que também fica no caminho para o Vale dos Garcias, é um espaço de conscientização, pacificação, autoconhecimento e transformação. A comunidade que ali vive de forma sustentável e colaborativa, oferece retiros, vivências e atividades espirituais; afinal, o lugar fica em terreno sagrado e com muita energia. É na Estação que está o Sino da Paz, confeccionado em 1988 a partir da munição usada em diversas guerras pelo mundo e com a missão de propagar a paz mundial.  

O Sino está aberto a visitação de quinta a domingo e feriados, só é preciso entrar em contato com eles pelo site ou por telefone: (35) 99948-9269

Passeio até o Vale da Cangalha

Perto de Aiuruoca, a 2h de carro e 1h a cavalo a partir do Matutu, fica o Vale da Cangalha. Eu acabei não fazendo esse passeio, mas fiquei com muita vontade porque é possível visitar o alambique da cachaçaria Tiê, conhecer uma produção de trutas e visitar a produção de laticínios da região, que são da melhor qualidade.

Onde comer

Minas Gerais já é um estado conhecido para comer bem, mas no Matutu e Aiuruoca a gastronomia deliciosa é feita com produtos artesanais e orgânicos, deixando tudo mais saboroso. Vale ressaltar que o Matutu é praticamente autossustentável e tudo é de excelente qualidade: quejos, geléias, cosméticos naturais, doces, cervejas, cachaças, kombucha, shitake, shimeji… Além disso, vegetarianos conseguem opções praticamente todos os restaurantes. Veja alguns que eu provei:

Fios da Terra Bistrô: os pratos são uma mistura de comida brasileira com sabores do mundo, já que o casal que é dono do restaurante traz ingredientes de várias viagens que fazem com frequência, principalmente para a Ásia. Eu amei esse restaurante, é delicioso e tem várias opções vegetarianas. O prato principal com entrada custa R$35.

• Tia Iraci: sem dúvidas o mais famoso da região. Tia Iraci é praticamente uma celebridade no Matutu e serve um buffet de comida mineira caseira que só de lembrar dá água na boca. O almoço custa R$35 por pessoa e o café da manhã (que é divino), custa R$20.

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Candeeiro do Vale: a melhor opção para a noite, com música ao vivo e comidas deliciosas. O que eu mais amei foi o X-Taki e X-Meji, dois sanduíches sensacionais feitos de shitake e shimeji produzidos no Matutu.

Patrimônio do Matutu: além de ser uma pousada maravilhosa, o Patrimônio oferece almoço vegetariano por R$35 com uma vista espetacular da Cachoeira do Fundo. Vale muito a pena conhecer o lugar. Para o almoço, é preciso fazer reserva.

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Buffet vegetariano na pousada Patrimônio do Matutu com vista para a Cachoeira do Fundo

• Queijo parmesão de Alagoa no Posto de Aiuruoca: se você ama queijos, não deixe de passar no posto de gasolina de Aiuruoca (o único que tem) e comprar o premiado parmesão de Alagoa por R$30.

• Mercado: não deixe de passar o mercadinho do Matutu para comprar delícias feitas no vale e levar pra casa. Lá você encontra as cervejas e cachaças artesanais, cosméticos naturais, kombucha. Eles aceitam cartão (apesar da máquina não funcionar as vezes).

Onde se hospedar

Se você busca conexão com a natureza, se hospede no Matutu ou nas proximidades, que é onde ficam as principais atrações. Em Aiuruoca há algumas opções de pousadas, mas a cidade fica a 20km de distância do Matutu por uma estrada de terra que demora ao menos uma hora para ser percorrida. Nossas dicas são:

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Patrimônio do Matutu: essa a pousada é realmente especial, foi construída no alto de uma colina, sem energia elétrica e todos os quartos têm vista para a Cachoeira do Fundo. Eu conheci o Patrimônio porque fui almoçar no buffet vegetariano e me apaixonei pelo lugar. O dono, Luis, é super simpático e mora no Matutu há mais de 10 anos. Muito mais que uma pousada, o Patrimônio também oferece retiros e terapias espirituais. A diária com as três refeições incluídas custa cerca de R$400 o casal.

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Cochilo na rede do Patrimônio do Matutu com vista para a Cachoeira do Fundo

• Tia Iraci: além de restaurante, a Tia Iraci também oferece hospedagem em alguns chalés em seu terreno. Eles são bem fofos e confortáveis. Telefone: (35) 99844-5212.

Mandala das Águas: uma opção linda para quem procura conforto em bangalôs totalmente imersos na natureza. Os quartos para casal com café da manhã e caldos no jantar custa cerca de R$350.

• Casa do Cassimiro: Cassimiro, um dos moradores mais antigos do Matutu e irmão da Iraci, oferece quartos para alugar em sua casa, tudo bem simples. Eu fiquei hospedada com ele e o que eu mais gostei foram as conversas que nós tivemos sobre como era a vida no Matutu quando ele era pequeno, as histórias e toda a relação que ele tem com o lugar. Telefone: (35) 99838-8833. O quarto custa cerca de R$60 por pessoa com banheiro e cozinha compartilhada.

Hospedagem em outros vales

Pousada e Camping O Panorâmico: a hospedagem fica no Vale da Pedra, próximo ao Matutu. Há um grande espaço para camping, quartos privativos e restaurante. É de lá que sai a trilha mais curta para o Pico do Papagaio.

Pousada Pé da Mata: uma linda pousada rodeada de natureza e chalés confortáveis.

Vale a pena dar uma olhada nas opções de Airbnb também!

Quando ir

É importante lembrar que faz frio na região, mesmo nos meses mais quentes. Eu fui em fevereiro e quando abria o sol ficava calor, mas a noite era sempre friozinho. Porém, lembre-se que entre dezembro e março é a época de chuvas – e chove mesmo! Para pegar tempo firme e dias bonitos, prefira a época da seca, que vai entre maio a setembro, mas prepare os casacos e a coragem pra entrar nas cachoeiras.

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Estrada maravilhosa do Vale do Matutu

Como foi passar o Carnaval no Vale do Matutu

Eu sou louca pelo Carnaval do Rio, mas aproveitei o feriado para me desconectar e o Matutu foi o destino perfeito. Eu cheguei ao Vale na sexta-feira e até terça tinha bastante gente. Porém, de quarta até a outra sexta todos foram embora e deu pra sentir melhor o clima da região, já que só tinham praticamente moradores. Me falaram que durante o Carnaval é a época mais cheia, só que mesmo assim nada fica super lotado. Choveu todos os dias, o que atrapalhou um pouco alguns passeios, mas foi maravilhoso mesmo assim!

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Como ir e se locomover

Como chegar a partir do Rio de Janeiro

• De carro: são cerca de 6 horas de viagem até Aiuruoca e mais 1 hora até o Vale do Matutu. Você pode ir pela Dutra passando próximo a Visconde de Mauá, Itatiaia, São Lourenço e São Thomé das Letras. Outra opção é pegar a Rio-Juiz de Fora.

• De ônibus: viagem até Caxambu pela Viação Cidade de Aço e depois ônibus até Aiuruoca e carona até o Matutu.

Como chegar a partir de São Paulo

• De carro: 4h40 de viagem até Aiuruoca pela BR-116 e mais 1h até o Matutu.

• De ônibus: viagem até Caxambu pela viação Cometa, depois ônibus até Aiuruoca e carona até o Matutu.

Como se locomover

A melhor forma de se locomover é de carro, já que não há transporte público. Se você estiver sem carro a boa é pedir carona 🙂

💡 Alugue seu carro com nosso parceiro RentCars!

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Mais dicas e informações importantes

• Leve dinheiro vivo, praticamente nenhum lugar aceita cartão e o único banco que tem é o Bradesco, no centrinho de Aiuruoca. Porém, lembre que a estrada de terra demora cerca de 1h-1h30 para ser percorrida.

• Esqueça celular e internet, não pega! Aproveite para fazer um detox de tecnologia.

• É bom ir com bota de trekking ou algum sapato impermeável, porque as ruas são todas de barro e quando chove fica uma grande lama.

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Depois de uma noite de chuva a estrada fica assim. Não esqueça sua bota!

Algumas regrinhas essenciais do Matutu e região

• Não leve seu animal de estimação, ele desestabiliza o ecossistema local.

• É proibido fazer fogueiras.

• No Matutu é proibido ouvir música em caixas de som.

• Deixe o que é da natureza no seu lugar. Não remova pedras, flores e plantas.

• Só é permitido o acampamento em áreas estabelecidas.

• Ande somente nas trilhas.

• Não deixe NENHUM tipo de lixo!

• Só viaje a Aiuruoca e ao Vale do Matutu se estiver disposto a respeitar todas as regras 🙂

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Bom giro 🙂

2 comentários Adicione o seu

  1. Concordo, ás vezes existem lugares lindos como esse que você foi em Minas Gerais bem pertinho da gente! Amei conhecer um pouquinho mais de Aiuruoca com você!

    Curtido por 1 pessoa

    1. Gabriela Mendes disse:

      Pois é, a gente tem sorte de morar nesse país tão lindo ❤️ oba, obrigada flor!!

      Curtir

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