11 dicas para viajar barato pela Austrália

A Austrália é um país encantador e muito grande que só vale a pena conhecer com tempo e disposição para percorrer grandes extensões, saindo do roteiro turístico restrito à Sidney e arredores. Mas muita gente desanima por ser consideravelmente caro, sobretudo se você não ganha em dólares australianos.

Para mim mesma: depois de meses no Sudeste Asiático, onde tudo era muito barato, os primeiros em dias em aussie lands foram um verdadeiro choque de realidade quando tive que comprar minha primeira garrafa de água por 3 dólares australianos e me vi, de repente, fazendo conta para absolutamente tudo.

Após uma temporada por lá, fechando meu mochilão para o outro lado do mundo com chave de ouro, reuni algumas dicas que foram essenciais para economizar, rodar grandes distâncias conhecendo o máximo possível, sempre ao estilo big trips, small budgets, já que gastando-se menos, viaja-se mais. Afinal de contas, mais vale um céu com mil estrelas e muitas histórias para contar, do que gastar dinheiro com o que não importa.

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Torquay, Great Ocean Road, Victoria

1. Campervan: dormindo sobre rodas

Pelo isolamento deste país continente ou como um estilo de vida, o australiano gosta mesmo é de viajar de carro, acampando pela estrada e aproveitando ao máximo a vida ao ar livre. Em uma campervan (que pode ser um motorhome, uma van ou uma mala de carro adaptada para o camping) ou em qualquer veículo, barraca ou colchões improvisados, o que vale é se jogar na estrada!

Dormir sobre rodas foi a melhor maneira que encontramos para desbravar diferentes regiões e grandes distâncias, com a liberdade de locomoção e flexibilidade de tempo que o carro e a ausência de planejamento proporcionam.

Os preços variam muito de acordo com o tipo de casa motorizada escolhida, mas têm opções para todos os gostos e bolsos, variando de zero até centenas de dólares. Então vale a pena pesquisar bem, mais abaixo dou outras dicas sobre isso.

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Byron Bay, New South Wales – de pés descalços 🙂

2. Free campsites e infraestrutura pública

Seu conceito de camping vai ser revolucionado quando souber que por lá existe toda uma infraestrutura pública para atender este estilo de vida de pés descalços e o melhor de tudo: mapeada em aplicativos como o WikiCamps e o Wicked Campers, que alfinetam banheiros e churrasqueiras públicas, estacionamentos, campings gratuitos e tudo o que você vai precisar pelo caminho.

Só para você ter noção fiquei quase 2 semanas sem-teto, morando num Nissan Tiida, entre campings públicos, praias, reservas florestais e muitos BBQ’s de T-Bone e sanduíches de salada e cogumelos improvisados na mala do carro. Nosso único investimento foi o aluguel do carro por 35 dólares australianos por dia – uma pechincha – e um fogareiro, para quebrar o galho. O resto foi tudo improvisado com a ajuda das amizades que foram feitas no caminho.

Depois dos primeiros dias você se acostuma com a vida econômica e não aceita mais gastar dinheiro para comprar certas coisas. Água? Só se for do bebedouro. Pagar camping? Por que se podemos procurar um lugar escondido para parar ou um campsite público? O que parecia perrengue começa a ficar divertido!

3. Cozinhe

Não comer na rua toda hora é sempre uma ótima maneira de economizar, tanto viajando como na sua cidade – inclusive, esta é uma boa maneira de juntar uma graninha para outras viagens!

No mercado, os produtos são sempre mais em conta, sobretudo em lojas grandes como o Woolworths e Coles, que fazem sempre promoções. Comprando alimentos e insumos nestes e cozinhando no hostel, AirBnB ou acampando com certeza você poupará algumas centenas de dólares.

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BBQ

4. Relocation cars

Como a Austrália é gigante, as operadoras muitas vezes precisam de pessoas que tragam de volta o carro para o local alugado. Portanto, é sempre bom dar uma olhada em sites de relocação como o Transfercar e o Imoova, entre outros, para ver se tem algum trecho interessante compatível com seus planos. A viagem pode sair de graça ou à preço de custo, pagando apenas a gasolina e os pedágios, ou nem isso. Com flexibilidade de datas e sem problemas para dirigir grandes distâncias, a relocation pode ser a opção perfeita.

A JUCY e a Wicked Campers também oferecem algumas opções de realocação, vale a pena ficar atento!

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Melbourne, Victoria

5. Aluguéis baratos: Vroom Vroom Vroom, Hippie Camper e Wicked Campers

Optando por alugar, faça a pesquisa pelo carro que te oferecerá a melhor relação custo benefício para o que procura. Normalmente estas são as empresas que oferecem carros mais baratos, mas compensa olhar pequenas lojinhas de bairro, que não exigem que a carteira internacional seja no nome do proprietário do cartão de crédito. Foi numa destas, em Collongata, que alugamos o carrinho que rodamos mais tempo.

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Camping Público na Great Ocean Road, entre Melbourne e os 12 apóstolos

6. Ônibus noturno

Quando não der para dirigir ou for uma distância muito grande, uma boa dica é recorrer a uma noite de sono – mal dormida, porém rapidamente superada – em um ônibus noturno. Muito embora o preço da passagem de avião às vezes seja apenas um pouco mais cara do que a do ônibus leito, economizamos uma noite de hospedagem e os táxis para ir e vir do aeroporto, já que a rodoviária quase sempre é na região central da cidade, ao contrário do segundo. Outra vantagem é poder comprar a passagem em dinheiro.

Foi o que fizemos nos trechos de Melbourne para Sidney e de Sidney para Gold Coast, já que eram distâncias maiores e não achamos boas opções para realocação.

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Torquay, Victoria

7. Greyhound Bus

O Greyhound Bus é uma outra opção para economizar nos deslocamentos, sobretudo viajando solo e com uma grande janela de tempo. Trata-se de uma linha com preço único para um sentido norte ou sul na costa leste com o passe hop on hop of, podendo parar quantas vezes quiser ao longo do caminho, contanto que você viaje em uma direção só.

Acabou que como optamos por alugar o carrinho, não usamos o Greyhound Bus, pois este sairia mais caro, levando em conta os trechos que gostaríamos de fazer e o tempo que tínhamos. No fundo esta escolha depende muito também do número de pessoas que estão viajando e de suas prioridades.

Muita gente compra o passe e vai de Melbourne até Cairns parando em tudo quanto é canto, inclusive em grandes cidades como Sidney, Canberra, Brisbane, Gold Coast e até mesmo para ir de Cairns para Alice Springs. Os preços variam de 350 a 550 dólares australianos, dependo da rota.

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Lake Mckenzie, Fraser Island, Queensland

8. AirBnB e Cauchsurfing

Ambas as propostas funcionam muito bem na Austrália. Se está sozinho e quer mochilar o Cachsurfing é uma plataforma maravilhosa para conectar pessoas gratuitamente. Se está em casal ou em um grupo de amigos, talvez o AirBnB seja mais interessante, sobretudo a opção de alugar um quarto na casa de alguém, que acaba muitas vezes sendo mais barato do que uma cama num quarto de hostel e você ainda pode conhecer outras realidades.

Tenho boas lembranças de nossas hosts na Austrália, como a Mani, uma senhora malaia que morava em Preston, Melbourne e cozinhava para gente delícias picantes – que nos deu adeus com os olhinhos cheios d’água – e a Jade, em Tweed Heads, Gold Coast, que nos ofereceu quase todo o equipamento de camping que precisamos para encarar a aventura de ficar como sem-teto nas semanas seguintes. Em Bondi, Sydney, ficamos na casa da Lisa e do namorado, um casal de franceses que também super recomendo. Os perfis delas estão nos links. 🙂

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Bondi Beach, Sydney, New South Wales

9. Carona

Boa e velha carona. Se jogue na estrada com fé que tudo dá certo. Porque não? Com a tranquilidade de estar num país super seguro ficamos mais confiantes de nos aventurar.

10. Comprar um carro

Sim, comprar um carro pode ser muito barato e compensar muito, sobretudo se você estiver com um grupo de amigos que tope dividir o risco. Por menos de 1000 dólares australianos você pode achar a sua nova casa motorizada e no final da viagem revender por mais do que pagou. A ausência de burocracia facilita esse processo, mas só dá certo se você não tiver janelas apertadas para viajar.

11. Trabalhos em hostels e fazendas

Ajudar em hostels é uma ótima ideia para juntar um dinheirinho e seguir viajando. Outra proposta é a do site WWOOF é um site que reúne fazendas de orgânicos que recebem voluntários em troca de comida e acomodação.

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A maioria destas dicas também servem para uma viagem na Nova Zelândia, já que a infra estrutura pública é bem similar.

Bom giro! 🙂

 

1 comentário Adicione o seu

  1. rodrigosicone disse:

    Nossa… quantas dicas boas. Parabéns! Muito obrigado pela ajuda. Este blog somado com o blog https://rotadocanguru.com.br realmente vem me ajudando bastante. Grande abraço

    Curtir

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