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Ilha de Boipeba: passeio pelo manguezal, Ponta dos Castelhanos e Toca da Onça

por Gabriela Mendes
Ilha de Boipeba: passeio pelo manguezal, Ponta dos Castelhanos e Toca da Onça

O ritmo da Ilha de Boipeba é de acordo com o horário da maré. A paisagem muda ao longo do dia, com uma grande faixa de areia na maré baixa ou águas quentinhas e calmas na maré alta. Esse lugar paradisíaco reserva passeios que ainda não foram explorados pelo turismo predatório e um deles é o grande responsável por eu ser apaixonada pelo destino baiano: a caminhada pelo manguezal, Ponta dos Castelhanos e almoço na Toca da Onça. O roteiro, que dura um dia inteiro, combina paisagens lindas, uma praia com mar cristalino, banho de rio e uma gastronomia maravilhosa.

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Ponta dos Castelhanos com a maré baixa

Dica: o guia não é obrigatório, mas se for sua primeira vez no local eu recomendo. Os manguezais têm um trilha, mas podem se tornar um labirinto para quem não conhece. Depois de ir uma vez, fica fácil de acertar o caminho! Um guia cobra em torno de 10 a 30 reais, dependendo do tamanho do seu grupo.

A melhor forma de aproveitar o passeio é acordando bem cedo. Saindo de Moreré, a primeira parte é uma caminhada por toda a praia de Bainema, que dura cerca de quarenta minutos. Não esqueça o filtro solar e dê mergulhos no mar, pois o sol é forte e não há nenhuma sombra. Os coqueirais acompanham toda a orla da praia, que praticamente não tem nenhuma construção à beira-mar.  

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Praia de Bainema

No final da faixa de areia há a entrada para a trilha do manguezal, que fica dentro de uma fazenda de coqueiros. Atravesse o portão e siga a trilha. Depois de meia hora de caminhada você está dentro do mangue que tem um visual lindo com as raízes retorcidas.

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Charlin no manguezal

Não se preocupe em pisar na lama, é até melhor tirar o chinelo para não ficar com o pé preso toda hora. É verdade que há vários caranguejos no local, mas pode ter certeza que eles têm mais medo de você do que você deles. Quando os crustáceos percebem o movimento, saem correndo para dentro das tocas. Portanto, é bem improvável que você pise em um deles.

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Os mini caranguejinhos na trilha

No final do manguezal, é preciso atravessar o Rio Catu. Durante todo o dia há pescadores que fazem a travessia que dura uns 3 minutos por R$ 5. É possível fazer a travessia nadando (eu já fui), mas os pescadores falam que é preciso ter cuidado, pois há muitas arraias no local. Só que essa história parece mais lenda pra que todo mundo pegue o barco do que verdade.

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Manguezal com a maré baixa

Depois da travessia, se chega à belíssima Ponta dos Castelhanos. O lugar é praticamente intocado, a única coisa que tem são as barraquinhas que servem almoço e o famoso pastel de lagosta (R$ 13). Não deixe de provar, é realmente delicioso! O mais gostoso que eu provei é de uma barraquinha que tem escrito “o melhor pastel dos Castelhanos”. Há também sabores de outros frutos do mar, que podem ser combinados com queijo e banana da terra, além dos tradicionais, como queijo e presunto. Outro quitute bom são as caipirinhas que são servidas dentro do cacau e de sabores regionais (R$ 15).

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Na Ponta dos Castelhanos é possível mergulhar no Rio Catu, que tem a água mais fria e verde, e no mar, onde são formadas piscinas naturais quentinhas, azuis e rasas na maré baixa.

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Rio Catu em primeiro plano e o mar lá atrás

Quem gosta de mergulhar não pode deixar de levar o snorkel, pois há vários corais por perto. Além disso, com mergulho de cilindro é possível observar o navio espanhol Madre de Dios, que naufragou pertinho da costa em 1535.

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De boas no piscina natural

Aproveite o lugar sem pressa, mas para ter um almoço inesquecível, não esqueça de sair até umas 14h para comer na Toca da Onça. A vila de pescadores fica a 40 minutos de barco dos Castelhanos. Você pode acertar o passeio assim que chegar na Ponta, é só negociar com um dos barqueiros que ficam por lá. O preço também varia de acordo com a quantidade de pessoas e da onde ele vai te deixar na volta (que eu explico abaixo).

Se prepare para ter uma refeição inesquecível de frutos do mar. O restaurante Estrela do Mar serve uma moqueca de polvo de dar água na boca por R$ 70 para duas pessoas. Há várias outras opções de moquecas deliciosas. Peça um suco de fruta regional para acompanhar.

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A moqueca de polvo mais sensacional da vida

A volta

Se você combinar com o barqueiro de fazer Ponta dos Castelhanos – Toca da Onça – Ponta dos Castelhanos de lancha, sai cerca de R$ 20. De lá, é preciso pegar uma canoa pelo manguezal por mais R$ 5 (confirmar com os locais o horário que enche a maré). É uma opção bem bonita, mas que anda muito mais, já que você tem que fazer praticamente todo o percurso da ida a pé.

Outra opção é combinar de ficar na praia de Bainema ou no Moreré (saindo mais caro, cerca de R$ 30).

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A volta pelo manguezal inundado

Mais dicas

– Os barqueiros precisam voltar antes do escurecer, porque quase todos moram na Toca da Onça. Por conta disso, eles precisam sair do restaurante no máximo às 16h para dar tempo de voltar com o dia claro.

– A Toca da Onça é uma vila de pescadores bem tradicional, eu recomendo passar mais tempo por lá, dar uma volta e não só almoçar. Tem uma igrejinha linda à beira-mar que é lilás e os moradores são bons de papo.

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– É possível fazer o passeio saindo de lancha direto de Moreré, mais andar pelos manguezais é imperdível!

– A orla intocada da Ponta dos Castelhanos corre grande risco. Há um projeto de loteamento do local para a construção de condomínios e um resort. Para saber mais acesse: www.ilhaboipeba.org.br/emdestaque.html

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*As fotos foram tiradas pela Bibi e pelo Gabriel de Faro.

Mais sobre Moreré:

O paraíso fica em Moreré, a vila de pescadores da Ilha de Boipeba, na Bahia

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1 Comentário

O paraíso fica em Moreré, a vila de pescadores da Ilha de Boipeba, na Bahia – Gira Mundo 17/01/2017 - 12:09

[…] Caminhada no mangue até a Ponta dos Castelhanos e Toca da Onça – A Ponta dos Castelhanos é o lugar mais paradisíaco da ilha. A praia tem uma faixa de areia enorme e uma piscina natural deliciosa que se junta com o Rio Catu. Há diversas formas de chegar no local, mas nós combinamos com um morador de Moreré de fazer a caminhada pelo mangue. Saiba tudo sobre esse passeio aqui. […]

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