Cinco formas de ir para Aguas Calientes, o vilarejo que fica aos pés de Machu Picchu

Machu Picchu é a principal referência turística do Peru e, para visitar o local, é preciso passar por Aguas Calientes, uma pequena cidade próxima a Cusco. Há cinco opções de chegar até lá, para todos os gostos: de trem, de van, pela Trilha Inca, pela Trilha Salkantay ou de bike pela Inca Jungle.

Trem

A opção mais cara, mas, para quem quer uma viagem tranquila, é de trem. Existem duas empresas que fazem o trajeto, a Peru Rail (que tem a opção de trens super luxuosos) e a Inca Rail (faz somente o trajeto Ollantaytambo-Aguas Calientes). Você pode comprar o ticket na internet ou por uma das inúmeras agências de viagem que ficam no centro de Cusco. Nós fomos com o Inca Rail e achamos ótimo! Existem três estações para pegar o trem e de acordo com o local e o horário que você deseja os preços mudam:

Ollantaytambo (U$ 100,00)

Normalmente é a opção mais econômica. Se você sair de Cusco os preços são bem mais elevados. Nós fizemos o Vale Sagrado por conta própria e já estávamos lá, mas se você sair de Cusco, a melhor opção é pegar uma van. A viagem dura em média duas horas. Quando você voltar, na saída da estação de trem existem muitas pessoas oferecendo vans para voltar para Cusco. Se você tem pouco tempo, a dica é fazer no mesmo dia as ruínas de Ollantaytambo e pegar o trem no fim da tarde. O sítio arqueológico é de fácil acesso porque está dentro da cidade. Em menos de cinco minutos de caminhada você está lá.

Poroy (U$ 130,00)

É a opção mais prática e mais cara. Está a vinte minutos de táxi do centro de Cusco.

Urubamba (U$ 120,00)

É uma pequena cidade perto de Ollantaytambo, mas a sua estação é menos utilizada por não estar no roteiro turístico.

Dica: Se você vai de trem, compre com antecedência! Essa é a forma mais utilizada pelos turistas e por conta disso é muito concorrida. Se você for em baixa temporada, da para chegar em Cusco e comprar. Mas, mesmo assim, aconselho que você reserve pelo menos quatro dias antes.

Van

Ir de van é a opção mais barata, cerca de U$ 10,00, mas é para quem gosta de muita adrenalina e não se importa em passar por vários perrengues. Ela vai de Cusco até a hidrelétrica de Aguas Calientes. Já tinha lido sobre isso antes de ir e confirmei com duas brasileiras que eu conheci no Peru que decidiram ir dessa forma – e se arrependeram. É um caminho completamente sem estrutura com direito a ponte de madeira quase caindo, passar dentro de uma cachoeira (dentro da van), quase bater em um caminhão e cair no precipício por conta da estrada estreita. Outro ponto ruim é que na época de chuvas ocorrem vários desabamentos e muitas vezes quem vai de van tem que andar aproximadamente três horas para chegar na cidade. Com certeza é uma opção bem mais barata, mas vale colocar na balança se realmente compensa.

Trilha Inca

Com certeza essa é a forma mais incrível e desafiadora de chegar a Machu Picchu. Se prepare para ver as paisagens mais lindas e as ruínas mais incríveis. A famosa Trilha Inca corresponde a um pedaço dos caminhos dos quéchuas no Império Inca. O caminho total vai da Argentina até o Equador. Mas calma, você não vai andar isso tudo! A trilha de que todos falam é um caminho alternativo que liga Cusco a Machu Picchu e dura quatro dias – só um pedacinho do caminho que os antepassados usavam para ligar o império.

O preço varia muito de acordo com a agência que você vai contratar, mas a média é de U$ 300,00. Normalmente, está incluído refeições, barraca, guia, entrada para Machu Picchu, transporte de Cusco até o início da trilha, trem de volta para Cusco, barraca e saco de dormir. A maioria delas também oferece um serviço de carregadores de bagagem, que é pago a parte.

Dica: É aconselhável que se tenha preparo físico porque a altitude deixa tudo mais difícil. Só de subir três degraus você já fica sem ar – sem exagero. Outra dica é ficar em Cusco antes para se acostumar com a altitude e fazer uma reserva antecipada para a Trilha, que é muito concorrida. Não é permitido fazer o caminho sozinho e só podem passar pelo local 500 pessoas por dia. No site oficial de Machu Picchu você encontra uma lista de agências credenciadas.

Quando ir

A melhor época para fazer a trilha é no inverno, entre maio a agosto, pois é a estação mais seca. Nos meses de janeiro e fevereiro normalmente a trilha é fechada por conta das chuvas. Se você vai nessa época, vale a pena conferir antes.

O que levar

– uma mochila leve, só com o necessário
– uma boa capa de chuva
– um cajado
– pastilhas de soroche para o mal de altitude
– barraca e saco de dormir (normalmente já está incluso no pacote da agência de viagem)
– um purificador de água

Trilha Salkantay

Uma opção menos famosa, mas não menos impressionante. A trilha dura em média cinco dias e também parte de Cusco. Se você decidir ir dessa maneira, não precisa se preocupar em fazer uma reserva antecipada. Como é menos famosa, não há tanta procura como a Trilha Inca. As paisagens são belíssimas nessa que é considerada uma das 25 trilhas mais lindas do mundo.

O preço normalmente é mais barata do que a Trilha Inca, custando em média U$ 250,00. Mas, como falei acima, tudo depende da agência que você contratar. Não deixe de conferir as agências credenciadas no site oficial de Machu Picchu.

Inka Jungle

Essa alternativa é para quem gosta de bike. A Inka Jungle dura em média quatro dias, mas você pode escolher outras opções com a agência. Não é preciso reservar com antecedência e é fácil de achar esse pacote no centro de Cusco. As pedaladas duram em média três a quatro horas por dia, com um grupo de mais ou menos 15 pessoas. É preciso ter disposição e é aconselhável que você já esteja um pouco acostumado com a altitude.

Na maioria dos casos, o valor de cerca de U$ 250,00 inclui hotel, bicicleta, transporte de Cusco até o início da trilha, refeições, entrada de Machu Picchu, guia e trem de retorno.

Saiba todas as informações de Machu Picchu

Veja como foi meu roteiro de 24 dias pelo Peru e Bolívia aqui 

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