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Chapada dos Veadeiros: tudo o que você precisa saber antes da sua viagem

por Ursulla Lodi
Cachoeira Santa Bárbara, no Quilombo Kalunga, em Cavalcante

O Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros é um dos mais belos destinos nacionais: cachoeiras, cânions, paredões, cerrado, pôr do sol colorido, araras e tucanos voando, flores endêmicas que compõe paisagens de um cenário deslumbrante.

Além disso, a região é tida como uma terra mística: cortada pelo paralelo 14, o mesmo de Machu Pichu, é considerada pelos esotéricos como o chakrá cardíaco do planeta, devido a energia da enorme placa de quartzo e cristal no subsolo cuja luminosidade pode ser vista do espaço. Muita gente foi atraída acreditando ser este um local protegido com um portal para outra dimensão na região do Jardim Maytrea. A fama pegou e virou turismo sendo comum ver discos voadores e alienígenas em restaurantes e lojinhas de souvenir.

Seja pela beleza natural ou por motivos místicos uma coisa é certa: o lugar é mágico! Preparamos este post com todas as informações que você precisa para programar a sua viagem!

Rio dos Couros, Chapada dos Veadeiros

Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros e outros atrativos imperdíveis

Os atrativos vão muito além das fronteiras do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, tendo trilhas que variam de 1km à 20km, sempre considerando ida e volta – para não mencionar os trekkings, caminhadas mais longas, de vários dias, para os trilheiros que não dispensam a imersão por completo.

Veja esse post aqui para conhecer mais de todos os atrativos da Chapada dos Veadeiros, com informações completas de como chegar em cada um deles. 

Pôr do sol nos Couros, Chapada dos Veadeiros

Pôr do sol nos Couros

Mas antes de tudo: SOS Cerrado

Nossa proposta no blog é incentivar o turismo alternativo e consciente, portanto, acho fundamental abordar este tema: 

Criado em 1961, considerado patrimônio da humanidade da UNESCO, o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, gerido pelo ICMBio, atualmente tem 65 mil hectares – sendo um pequeno retalho do que um dia foi, em sua fundação. A redução ao longo dos tempos, motivada pela ganância da mineração, exploração hidrelétrica – em um dos locais com maior potencial para geração de energia solar do país – e expansão temerária das fronteiras agrícolas da soja no Centro-Oeste brasileiro, é uma ameaça. Sobretudo, se levarmos em conta que muitos latifúndios fronteiriços chegam a ter 80, 100 mil hectares de monocultura.

Araras voando livre, Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros

Araras voando livre, num Cerrado tão belo e ameaçado

O mais assustador é que esta destruição de um dos biomas mais antigos e mais ricos do mundo acontece de forma legal, ante a brecha criada pelo Novo Código Florestal Brasileiro, fomentando um cenário catastrófico, já que a vegetação e o solo do Cerrado são captadores de águas, abastecendo grande parte de nossas bacias hídricas, como a já muito abalada Bacia do Rio São Francisco.

Você pode até achar que isso é papo de ecologista, mas trata-se de fato de uma tragédia anunciada sobre o berço das águas. Por ser antigo e com árvores de crescimento muito lento, uma vez destruído, o Velho Sertão não pode ser mais restaurado em plenitude de biodiversidade. Perdoe-me a extensão sobre o tema, mas acho fundamental comunicar a dimensão do problema para aqueles que estão visitando a região. Não faz sentindo acabar nossa maior riqueza e potencial de geração de renda, nossos ecosistemas, em prol da concentração de renda e do imediatismo, que não alimenta e não emprega tanta gente quanto prega a bancada ruralista – mas apenas exporta ração para o gado chinês.

Chuveirinhos, Cerrado, Chapada dos Veadeiros

Os chuveirinhos, também chamados de flor do Cerrado, planta endêmica e em extinção

Para reduzir o impacto:

💡Evite o uso de protetor solar, pois polui muito as águas. Existem algumas opções de marcas biodegradáveis, que são vendidas inclusive na lojinha de produtos naturais de São Jorge.

💡Não leve e não deixe nada. Não leve aquela pedrinha bonita, não deixe nenhum tipo de lixo, mesmo cascas de frutas estranhas ao ambiente. Papel higiênico na trilha, nem pensar. Ajude a preservar o ambiente em seu estado original. Lembre-se que você que é o elemento estranho ali!

💡 Não ande fora da trilha, evite o desmatamento e a erosão do solo.

💡Cachoeira é lugar de ouvir o barulho da água e relaxar em contato com a natureza: por favor, nada de caixa de som!

Rei do Prata, Cavalcante, Chapada dos Veadeiros

O magnífico Rei do Prata, quase na fronteira do Tocantins, em Cavalcante

💡Para maiores informações recomendo muito ver o documentário Sertão Velho Cerrado e conhecer o trabalho da fundação Mais Cerrado, antes de explorar a região. 

Quanto tempo ficar?

Não existe regra. Pela proximidade de Brasília, a Chapada dos Veadeiros vale a pena, em qualquer tempo que você tenha disponível. Tem muita gente de BSB que, inclusive, passa fim de semana lá, conhecendo aos pouquinhos. Da primeira vez fiquei uma semana e voltei pra casa com uma urgência, voltar o quanto antes. Dessa segunda vez, foram quase vinte dias numa barraquinha em São Jorge durante a temporada do XVIII Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros e ainda não consegui explorar tudo. A sensação que dá é que mesmo morando por lá, ainda vai ter novidade e coisa nova para conhecer.

Quando ir?

Época de chuvas: final de outubro até o final de abril;
Época de seca: maio até meados de outubro.

Também não existe regra. A primeira vez fui em abril, durante a época de chuvas. As cachoeiras estavam com muita água e dava pra sentir aquela força arrebatadora da natureza – muitas vezes, como no Segredo e nos Couros, não era nem possível chegar perto da queda. Os dias eram mais frescos, mas tem que ter atenção redobrada com risco de tromba d’água. O legal foi ter a oportunidade de curtir o feriado de São Jorge e a procissão da data, na Vila, que estava bem tranquila.

Couros, Chapada dos Veadeiros

As cataratas dos Couros, com toda a sua potência, na época das chuvas

Nessa segunda vez, fui bem na temporada, no final do mês de julho quando rola a Aldeia Multiétnica, encontro de aldeias de várias partes do país com discussões e pautas super relevantes, abrindo o Encontro de Culturas de São Jorge. Como fiquei bastante tempo deu pra ver o movimento começar e acabar, voltando ao ritmo pacato da rotina, na primeira semana de agosto.

XIII Aldeia Multiétnica, Chapada dos Veadeiros

XIII Aldeia Multiétnica, Chapada dos Veadeiros, abertura da temporada do Encontro de Culturas

Pode ficar tranquilo que neste período de seca as cachoeiras continuam com água, mas com mais espaço nas pedras para relaxar e ler um livrinho pegando um sol gostoso do Cerrado – uma solapa, na verdade, já que não tem muita sombra entre a vegetação retorcida.

O bom é que na seca, pode ter certeza de dia azul, já que não chove mesmo. Já durante a noite, um friozinho bem gostoso para curtir a programação do Encontro de Culturas, esquentando o corpo no forró da praça, da Casa de Cultura Cavaleiro de São Jorge ou da Casa Amarela. Apesar de ser mais movimentado, é uma ótima época para ir para a Chapada!

Couros, Chapada dos Veadeiros

Relax nos Couros, as cachoeiras ficam com mais espaço nas pedras para relaxar e ler um livrinho com café durante a seca

Cidades base

Os destinos mais procurados pra quem visita a Chapada dos Veadeiros são os municípios de Alto Paraíso de Goiás, com mais estrutura, a cerca de 400 km de Goiânia e 230km de Brasília,  e seu distrito São Jorge, uma pequena Vila de ruas de terra com atmosfera mais roots, que fica a 36km de distância, que lembra até mesmo o Vale do Capão, para quem já esteve na Chapada da Diamantina.

Mas se você tá com tempo, vale a pena pernoitar ao menos 1 noite em Cavalcante, à 87km de Alto Paraíso, que apesar de ser uma cidade menos turística, fica próxima de algumas das mais belas cachoeiras da região. É em Cavalcante que fica o Quilombo Kalunga, o maior quilombo e resistência no Brasil, e as lindas quedas do Rio da Prata, já quase na fronteira de Goiás com o Tocantins.

Na primeira vez dividi a minha estada entre Alto Paraíso e São Jorge, fazendo um rápido bate e volta em Cavalcante para conhecer as cachoeiras do Quilombo. Nessa segunda vez, preferi ficar acampada em São Jorge direto – até mesmo porque o Encontro de Culturas se concentra na pequena Vila, que é uma graça com seu clima hippie – fazendo alguns bate-voltas nos atrativos mais próximos de Alto Paraíso e passando alguns dias na região de Cavalcante.

Mas isso foi uma escolha minha, pois  não tinha um planejamento tão apertado, já que estava indo pra ficar uma temporada maior. Se está com o tempo curto e quer conhecer várias atrações da Chapada, recomendo minimizar os deslocamentos dividindo a hospedagem entre os 3 principais destinos.

Cachoeira Candaru, Quilombo Kalunga, Cavalcante, Chapada dos Veadeiros

A belíssima Cachoeira Candaru, no Quilombo Kalunga, Cavalcante

Onde se hospedar? 

A Chapada dos Veadeiros é um ambiente de comunhão entre diferentes tribos, tendo opções de hospedagem para todos os gostos e bolsos – do luxo ao camping selvagem. É possível se hospedar em hotéis, pousadas, campings e até mesmo AirBnB: 

Opções em Alto Paraíso:

Em Alto Paraíso, além da instituição da cidade, a Pousada dos Guias ($), tem a Pousada Recanto da Paz ($$), com chalés aconchegantes e a Casa Rosa ($$$), onde fiquei na minha primeira viagem, pousada com boa relação custo-benefício, com piscina e sauna – nada mal depois de um longo dia de trilha! Mas existem também boas opções no AirBnB. É bom verificar se fica relativamente perto do centrinho da cidade, para pequenos deslocamentos.

Opções em São Jorge:

Em São Jorge, boas opções de hospedagem são a Pousada Cristal da Terra ($$), com um ótimo café da manhã e coelhinhos soltos no jardim e a mais requintada Bambu Brasil ($$$$).

Pousada Cristal da Terra, Chapada dos Veadeiros

Os coelhinhos da Pousada Cristal da Terra, em São Jorge

Mas, como acaba sendo a cidade dos mochileiros, não faltam opções de campings como o Camping do Rafa (R$35) – o camping da galera – a Casa Amarela (R$40) – onde rola um forró massa – e o Camping Alegre (R$25), um camping tranquilo e com uma boa cozinha da simpática Dona Isabel, que faz um preço bem bacana – foi aqui que montei minha barraquinha por duas semanas nessa temporada e foi uma ótima escolha, para quem acredita que gastando-se menos, viaja-se mais!

Opções em Cavalcante:

Uma ótima dica é a Pousada Vale das Araras ($$$), cujos chalés aconchegantes ficam dentro da Reserva Particular do Patrimônio Natural Vale das Araras – quem se hospeda aqui pode fazer várias trilhas e até ir na cachoeira São Bartolomeu, que fica dentro da propriedade. Outra opção é a também confortável Pousada Manacá ($$$), mais central.

Mas uma dica que dou, se quiser uma experiência mais autêntica e não se importar em acampar, é dormir no Restaurante e Camping da Dona Minalci, dentro do Quilombo Kalunga, podendo conhecer mais da cultura e da história do lugar e aproveitando para já acordar para lá para explorar suas cachoeiras, que são lindas de morrer.

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Como chegar

Saindo de Brasília são 230km pela BR 020 até Alto Paraíso de Goiás e mais 40km pela GO 239, agora asfaltada e com uma ciclovia, até São Jorge. A estrada, que corta o planalto central em retas quase infinitas, é muito boa, apesar de assustar as fronteiras à perder de vista de plantações de soja ante a expansão do agrobusiness e as consequências dessa tragédia anunciada, onde antes era Cerrado.

Ônibus: Brasília > Alto Paraíso > Brasília

Se não rolar carona no Conexão Chapada, existem duas empresas que fazem o trajeto, saindo da rodoviária interestadual de Brasília e chegando na rodoviária de Alto Paraíso:

Real Expresso (R$52), com saídas de BSB às 10, 19 e 21 horas e de Alto Paraíso às 2 da manhã e às 10:45;

Real Sul Turismo, que sai de Brasília às 4 da manhã e de São Jorge às 6 horas da manhã. No entanto, é bom confirmar no número (62)3358-1060, conferindo o valor e se o ônibus local vai de fato passar – ou se é lenda urbana!

Lotações

As chamadas lotações são vans particulares que fazem o transporte BSB > Chapada > BSB, tanto para Alto Paraíso quanto para São Jorge e Cavalcante. Mas é melhor combinar com antecedência, sobretudo se for para Cavalcante e São Jorge. Os preços variam de R$70 – 120.

Alguns contatos:

Tiago (62)9979-1921;
Jefferson (62)9991-0025;
Jamaica (61)9631-0009;
João Tomé (62)9666-1007

Precisa de carro?

Mesmo que você vá de ônibus vai precisar de carro ou carona – ou seja, mesmo não sendo o seu carro,  a resposta é sim, já que são poucos os passeios que não são afastados das vilas e não existe transporte público, salvo os poucos ônibus diários.

Dependendo da sua disposição dá sim para ir de carona e ficar por lá acampando nesse esquema. Para tanto, alguns grupos do facebook como o de Carona Solidária podem ser bem úteis, para não depender apenas do bom e velho dedo. Mas se está com o tempo curto saiba que pode ser mais difícil se deslocar e conhecer os atrativos à mercê da boa vontade da galera.

Carona, Chapada dos Veadeiros

Carona na psicokombi!

Pacotes turísticos

Se não dirige ou está indo com pouca gente para dividir um carro, não se importando em não ter tanta independência, uma opção é fechar um pacote com alguma empresa como a Travessia, que faz opções bem bacanas de turismo responsável pelos atrativos da região. Ai não precisa realmente se preocupar com nada, só em ser apanhado e deixado no aeroporto.

Deu pra ver que dá pra aproveitar a Chapada, independente do seu perfil de viajante. Só tem que ter um pré requisito que não pode ser ignorado: consciência ecológica. 🙂

💡 Alugue seu carro com nosso parceiro RentCars e ajude a manter o blog no ar!

Onde comer:

Em Alto Paraíso

Amamos o restaurante Jambalaya ($$), um verdadeiro banquete vegetariano, com saladas e quiches deliciosas e um espaço super aconchegante, num jardim.  A conta dá em torno de R$50 por pessoa. Para aquele quilo honesto, o Tapindaré ($) é uma boa pedida. E para comer à noite não faltam opções gostosas! A cidade é cheia de pequenos bistrôs e cafés como o Zu’s Bistrô ($$) e o Cravo e Canela ($$), tem até hambúrguer como o Quiri Quiri ($), mas estes infelizmente não tive tempo de experimentar, apesar de terem sido bem recomendados.

💡 Não deixe de conferir a Feira Orgânica de produtores locais que acontece todo domingo em frente a Rodoviária de Alto Paraíso. Muitos quitutes deliciosos, sucos verdes, além de produtos super fresquinhos. <3

Feira Orgânica de produtos locais de Alto Paraíso, Chapada dos Veadeiros

Quitutes da Feira Orgânica de produtos locais de Alto Paraíso <3

Em São Jorge

Não deixe de conferir o restaurante Santo Cerrado Risoteria e Café ($$$). Apesar de ser carinho, os risottos são maravilhosos e o restaurante é super romântico, com mesas no chão com almofadas, lareira, varanda e se der sorte, vista pra lua. A conta dá em torno de R$70 por pessoa, mas vale a pena! Mas se você quer uma comidinha caseira barata para salvar o dia procure o Restaurante da Nenzinha ($). É bem comum na região a famosa jantinhapratos feitos caprichados com macaxeira, tropeiro, arroz, vinagrete e espetinho, que pode ser substituído por opção vegana ou queijo coalho. A do Restaurante e Lanchonete Seriema (R$20) é sensacional. Para o café da manhã, não deixe de provar o pão de abóbora da Marina com suquinho de mangaba ($). Além desses, não faltam opções de pizza à lenha, kit lanches, além do caldo vegetariano na praça

💡 Experimente um salgadinho da região feito de gergelim chamado gergelico! Foi paixão logo no primeiro pacote. Voltamos munidos de um pequeno estoque pro Rio! <3

💡 Se for no Encontro dos Rios, a comida de lá, sobretudo a galinhada e o peixe frito tem uma fama boa danada! O esquema é o mesmo de muitos atrativos, combinar o horário que vai sair da cachoeira para comer.

💡 Outra recomendação fortíssima é o delicioso café da Fazenda Volta da Serra.

Em Cavalcante

Faça um favor para você mesmo e coma o quanto quiser por R$30 no Restaurante e Camping da Dona Minalci, dentro do Quilombo Kalunga. O mais legal é que o banquete é todo feito com os produtos da horta dela. Se não estiver acampado por lá, o ideal é avisar, marcando uma hora pra fritar a macaxeira e o peixe. Também lá, não deixe de provar o suco de cajuzinho do Cerrado!

A comida da Dona Minalci, no Quilombo Kalunga

A comida da Dona Minalci, no Quilombo Kalunga <3

Mais dicas

O que levar

Apenas o essencial:  roupas de banho e trilha, tênis ou bota, repelente, protetor solar biodegradável, máquina fotográfica, além de roupas quentinhas para a noite – pode fazer bem frio por aqui!

💡Em São Jorge não tem caixa eletrônico e em muitos lugares da Chapada, em geral, não é aceito cartão, portanto é bom levar dinheiro vivo. Em Alto Paraíso há uma agência da Caixa Econômica e um Banco Itaú.

Outras informações

💡 Abasteça o carro antes de ir para São Jorge, já que não tem posto de gasolina por lá. É bom sempre antes de fazer um rolé maior, verificar a situação do tanque, para não se meter em roubada no meio da estrada de terra.

💡 Em alta temporada chegue no Parque no primeiro horário, pois existe limite de pessoas diário. Ao atingir o limite diário não é permitido o ingresso no Parque. Na trilha do Salto, por exemplo, são 250 pessoas por dia e nos cânions, 200 pessoas por dia.

Borboleta, Chapada dos Veadeiros

Avoa!

Se você gostou desse post confere também o post:

CHAPADA DOS VEADEIROS: TRILHAS E PASSEIOS IMPERDÍVEIS

Bom giro! <3

 

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